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sábado, setembro 17

A bênção da desilusão

A bênção da desilusão


 Para Luís Fernando Veríssimo

Acabo de ler uma entrevista do querido Luís Fernando Veríssimo a um jornal brasileiro declarando-se “um esquerdista desiludido”. Sou um fã enorme do LFV e, mesmo se não fosse, entendo, compreendo, curto e compartilho suas desilusões e perplexidades. Lembro-me rapidamente de suas tirinhas "As Cobras", onde uma delas confessava em meio ao maravilhamento de uma paisagem: “Meu filho, um dia toda esta perplexidade será sua”.

Há horas venho pensando sobre essa questão da desilusão e me dei conta de que nunca vi ou li nada sobre algum “direitista” desiludido, um liberal desiludido, um nazista desiludido, um monarquista desiludido, um pastor pentecostal desiludido, um ditador desiludido, um homofóbico desiludido, um torturador desiludido. Talvez eu precise ler e observar mais.

Morando temporariamente na Inglaterra – há exato um ano, nunca ouvi alguém desiludido com o partido conservador ou com a monarquia, por exemplo. Nunca ouvi algo como a “desilusão provocada pelo governo Thatcher”. Houve desilusão recente com a questão Brexit, por exemplo. Os adeptos da União Europeia se desiludiram para valer. Quem mais se desiludiu com o Brexit, no entanto, foram os trabalhistas que estão até agora questionando a liderança do Corbyn, dito de esquerda. Cameron, conservador, talvez tenha se desiludido com o Brexit ao ponto de renunciar, mas os conservadores em menos de uma semana estavam com uma nova primeira ministra, bem coesos e prontinhos para governar. Sem maior alarde ou especulação sobre suas disputas internas. A troca foi rápida e sem grandes traumas. Os trabalhistas, os Labours, por outro lado, enfrentam uma rachadura que é exposta todo o dia no noticiário como uma espécie de reality show até que confirmem ou desconfirmem sua liderança – o que deve ocorrer na próxima semana. A primeira coisa, ao se desiludirem com o referendo, por exemplo, foi questionar a oposição, e não o governo. Aliás, uma das coisas mais interessantes no âmbito do noticiário político inglês é o fato de a oposição, suas articulações, fissuras ou realizações, figurarem aparentemente com maior presença no noticiário do que o próprio governo que, afinal de contas governa e só por isso deveria aparecer mais nas notícias. Não é curioso?

Outra coisa interessante é que estou convencido, passando esse tempinho na Inglaterra, de que estou num país comunista – isso segundo os conceitos propagados pelo senso comum no Brasil. Aqui em Bath, como em várias regiões do país, todas as casas são iguais: mesma cor, formato, materiais e dimensões, com pouquíssimas variações que muitas vezes se resumem meramente às cores das portas das casas. Isso gera um efeito visual impactante e demonstra a grande regulação do setor. Existe um sistema público de saúde, o NHS. Existe regulação da mídia. A maior empresa de televisão é pública, a famosa BBC. Dentre um dos maiores parceiros comerciais está a China comunista, sem dúvida o mais promissor, embora tenha passado por uma crise financeira neste ano ligada à bolsa de valores, vai entender. A união civil e a adoção homoafetiva são permitidas. O aborto é legalizado. A educação básica é pública. E tem feriados de montão! E tem salário mínimo! Enfim, considerando-se que toda tentativa de regular a mídia, assim como a de defender a comunicação pública e os direitos humanos por exemplo, é considerado ‘bandeira de esquerda’ no Brasil, confesso que ando muito confuso e com uma baita crise de identidade. Será?


Para deixar bem claro, não estou comparando duas realidades distintas. Faço de tudo para não cair no vira-latismo, que todos sabemos muito forte. Não estou dizendo que a Inglaterra é melhor ou pior. Estou apenas pensando sobre a maneira pela qual como nós vamos construindo nossos conceitos de direita e de esquerda no Brasil. Escrevo sobre o Brasil e o amo pra valer. Quando ouvimos entidades como a FIESP, a FIERGS ou a FARSUL falar das maravilhas do liberalismo e livre mercado no chamado primeiro mundo, precisamos fazer esta discussão com muita consciência de que esse liberalismo puro e utópico não existe em lugar nenhum deste planeta. E não tem ninguém desiludido com isto. Essa turma não se desilude. Ninguém se declarou desiludido quando as invasões e guerras do Iraque, Afeganistão e Síria não resultaram na eliminação do terrorismo, por exemplo. Ninguém se importa se o liberalismo é uma utopia inatingível.

Democratas desiludidos, republicanos desiludidos. Nunca ouviremos falar da desilusão do Trump, por exemplo. A desilusão está destinada às nossas melhores expectativas. A desilusão é um pós-fato, é uma pós-realização, proveniente de uma tentativa, um erro, uma falha, uma traição. A desilusão é a anti-convicção por excelência. Entre a desilusão e a convicção, eu fico com a primeira. Nossa desilusão está comprovada. Nossa desilusão é autêntica. Neste sentido, preciso confessar uma desilusão bastante particular e pessoal. Estou desiludido e decepcionado com os poderosos do Brasil: banqueiros, grandes grupos de comunicação, coronéis, latifundiários, classe política e conglomerados empresariais que foram extremamente mal-agradecidos com quem não ameaçou em nada seus privilégios ou sequer fez alguma mudança estrutural profunda na sociedade brasileira. A expectativa de ganhos futuros como o estratégico Pré-Sal, por exemplo, revela-se uma boa explicação para a origem dessa minha decepção com determinados setores pouco adeptos das lides democráticas.

Só para divagar um pouco, muito já se escreveu sobre democracia como arte, como ópera, por exemplo, onde precisamos “suspender o descrédito”, ou seja, acreditar na realidade interna do palco para deixar que a narrativa aconteça. É pura ilusão. É um pacto tácito entre artista e expectador. Se não houver esse pacto, não há espetáculo. E sabemos o quão essencial para nossas vidas é o espetáculo. Paradoxalmente talvez o grande problema contemporâneo seja justamente a espetacularização, ou seja, quando todos estão em cima do palco atuando uns para os outros e não há mais a quem iludir. Não tem como ter pacto de confiança se todos estão no palco ao mesmo tempo disputando as atenções. Sem pacto não há palco, sem palco não há pacto. Isso é claro numa democracia representativa tradicional, ocidental, careta até, onde papéis e trabalhos são divididos e fragmentados. Na farsa da democracia, setores romperam o pacto e não respeitaram as regras e convenções mais elementares do espetáculo. Havemos de experimentar um novo pacto e redefinir um novo espetáculo. Havemos de reconhecer que não atuamos todos no primeiro plano o tempo todo. É necessária a diversidade para a narrativa. Não é o caso de ser decorativo, mas contracenar e “dar o foco” àqueles que, através da ilusão eleitoral, foram apontados como atores principais até o fim do ato. Novo ato, novos atores, nova série somente como nova eleição, digo, seleção de elenco. No final das contas, enquanto os desiludidos lamentam, os convictos governam.

Temos republicanos desiludidos, democratas desiludidos, humanistas desiludidos, esquerdistas desiludidos, ativistas desiludidos. Não nos falta a desilusão, desilusão, desilusão danço eu, dança você na dança da solidão. Grande Paulinho da Viola, que cantou nosso hino na Olimpíada com voz sábia, sóbria ao mesmo tempo mágica e magistral. Quer palavra mais linda de cantar? Desilusão é uma palavra linda de cantar: cheia de sílabas, lalação, sibilação, aliteração, ressonância e nasalidade. É elegante, não é explosiva. Todos deveríamos sentir desilusão um dia. Infeliz daquele que nunca sentiu desilusão.




Leandro Maia
Cancionista e professor

sexta-feira, abril 5

Mandinho Chegou!! Valeu Procultura! Valeu Pelotas!


Mandinho Chegou!! Valeu Procultura! Valeu Pelotas!


Agora, sim. O Mandinho chegou. O CD – suporte físico – faz uma falta bárbara e minha ansiedade não cabia mais em mim. Com previsão para chegar na primeira quinzena de março, vi o disco somente hoje, dia 04 de abril.

Os atrasos no Mandinho não são nenhuma novidade. O projeto, assim como todos os demais contemplados no mesmo edital atrasaram quase um ano para receber os devidos repasses. Não seria diferente na última etapa – a da fabricação. Isso porque, com a fusão de duas grandes empresas fabricantes de CD gerou-se uma grande confusão e os discos a serem entregues em até 45 dias levaram praticamente três meses. Uma pequena amostra do momento da indústria fonográfica. Não conheço nenhum disco realizado entre 2011 e 2013 que não tenha sofrido atrasos de entrega. Sobretudo os independentes, esses pequenos empresários, produtores e artesãos da música que teimam em continuar produzindo. Tal foi o atraso, no caso do Mandinho, que deu tempo de desenvolver paralelamente um aplicativo Mobile – lançado antes mesmo do CD, de modo a não perder as reflexões sobre a Páscoa que aparecem no disco. Mas nada subsitui a materialidade do CD.

Nada substitui chegar em casa e ver caixas amontoadas com discos envoltos nos plásticos sem saber onde guardá-los em meu apartamento pequeno. A arte está maravilhosa! Estou absolutamente orgulhoso e comovido com o trabalho – modestia à parte e bem longe.  Mas tenho absoluta tranquilidade em elogiar, justamente porque não o fiz sozinho. Contém com o que há de melhor deste mundo em termos de recursos humanos. Não há como não ter fé nas pessoas depois de um trabalho como este, onde todo mundo se envolveu muito. Não nenhuma nota cantada ou tocada de forma displicente ou burocrática. Nenhum traço que não mereça um elogio.

            E não escrevo para me queixar do atraso, não. Na verdade estou comemorando os atrasos. Em meu caso específico, vários fatores de minha vida pessoal comemoraram os primeiros atrasos, as dinâmicas incontornáveis da vida, ganhos e perdas, lutas. Mandinho passou pela morte do meu irmão, pela maior greve das Federais nos últimos tempos, pela construção – ainda em processo – da nossa casa. Mandinho foi contaminado pela minha turnê pela Costa Rica. Se não tivesse atrasado, não teríamos a Costa Rica no disco! Não imagino o Mandinho sem a Costa Rica no disco. Se eu pudesse planejar este atraso, o teria feito com toda a certeza. Projeto antigo, Mandinho soube receber as influências musicais mais recentes. Pude contar histórias antigas do tempo de professor de educação infantil e cantar as criações mais recentes, feitas quase em estúdio. Pude exercitar parcerias de letra, música e arranjo com gente maravilhosa. O Mandinho é uma cópia fiel do meu momento de vida: meu estabelecimento definitivo em Pelotas, meu amadurecimento como pai, educador e músico, minha estréia como produtor. Minha teimosia. Sobretudo minha condição de cidadão do mundo, minha absoluta fé nesta humanidade que me cerca mais proximamente, ainda que a léguas de onde me encontro.

Gente boa demais por toda parte. Mandinho foi gravado em Pelotas, Porto Alegre, São Paulo e San José da Costa Rica, com gente de todas as partes do Brasil e da América Latina: no disco temos uruguaios, argentinos, costarricenses, paulistas, mineiros, fluminenses, matogrossenses, baianos, além da gauchada. Pessoas foram se incorporando ao trabalho e acreditando no projeto – que agora está se tornando um espetáculo com bonecos, com um grande lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. É praticamente impossível agradecer nominalmente todos os colaboradores neste breve post.
           
Não é apenas no nome que o Mandinho é pelotense. Ele foi financiado pela cidadania de Pelotas. Todos os cidadãos da cidade deveriam ter seu nome inscrito nos agradecimentos do encarte do disco. Ainda que o disco, na ponta do lápis, tenha ultrapassado consideravelmente o valor financiado – por razões sobretudo estéticas – é certo que sem os aportes do PROCULTURA este trabalho sequer existiria. Que a logomarca do Procultura e da Prefeitura de Pelotas seja mais do que uma mera formalidade, mas tenha esta conotação de agradecimento a todos os cidadãos, um profundo agradecimento a esta cidade que abriga minha adultice e ao mesmo tempo minha infância. A você, que está lendo este texto, meu “Muito obrigado!”






 Alguns Mandinhos no sofá de casa.

sexta-feira, junho 29

PALAVREIO E OUTRAS CANÇÕES


PALAVREIO E OUTRAS CANÇÕES

 Leandro Maia convida André Mehmari




Depois de turnê pela Costa Rica e apresentações no Rio de Janeiro
Leandro Maia apresenta seu “Palavreio” e novidades, contando com a participação especialíssima do genial multi-instrumentista
André Mehmari

07/07, 21h no Theatro São Pedro
Cantor, compositor, letrista, violonista e educador musical, é considerado um dos reinventores da tradição cancionista do Brasil. Leandro conta não apenas com o reconhecimento do público gaúcho, mas também de artistas como Ivan Lins, que o convidou a participar de sua turnê Perfil, quando passou pelo Rio Grande do Sul em 2010, ocasião em que Leandro também teve a honra de subir ao mesmo palco ao lado do mestre Geraldo Flach, em sua última apresentação pública. 

Seu primeiro álbum, Palavreio, foi considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 pela imprensa gaúcha e lhe rendeu os prêmios Açorianos – Revelação e o Troféu RBS Cultura. Também participou do Projeto Unimúsica – série cancionistas, ao lado de nomes como Lenine e Arnaldo Antunes. 

No show do Theatro São Pedro, Leandro Maia (voz e violão) se apresentará ao lado da banda formada por Pedrinho Figueiredo (flauta, sax e direção musical), Luke Faro (bateria), Mimmo Ferreira (percussão), Miguel Tejera (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra), Michel Dorfman (teclados), além das lindas vozes de Andréa Cavalheiro e Marcelo Delacroix, entoando os coros das canções do premiado “Palavreio”. 

O pianista André Mehmari fará uma grande participação especial: juntos, interpretarão “Luzidia”, “Valsa Russa”, “Sal Saudade”, parcerias gravadas no álbum “Canteiro”, de Mehmari, recentemente lançado no SESC Pompéia, em São Paulo, com participação de Leandro ao lado de André e grandes nomes como Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Sérgio Santos, Luciana Alves e Chico Pinheiro. Outra novidade é “Bolero da Procura”, balada jazz de Mehmari/Maia que viaja pelas diversas regiões do Brasil, passando pela Praia do Laranjal, em Pelotas, onde Leandro Maia reside desde 2010. 

O repertório, que mescla ritmos gaúchos, influências eruditas, rock e jazz, foi recentemente apresentado em turnê pela Costa Rica, no concerto A Dos Voces Poéticas, ao lado do cantautor Dionísio Cabal, um dos nomes mais importantes do movimento da Nueva Canción Costarricense. Vale relembrar Palavreio e conferir as novidades que estarão no próximo trabalho, onde serão gravadas as parcerias inéditas de Leandro Maia também com Marcelo Delacroix, com quem Leandro canta a novíssima “Histórias de Nós Dois”, que passeia pelos casais da literatura brasileira.










PALAVREIO E OUTRAS CANÇÕES
Leandro Maia Convida André Mehmari

07 de julho
Ingressos: entre R$ 20,00 e 50,00
(meia para estudantes, maiores de 65 anos e classe)
Classificação etária: LIVRE

Theatro São Pedro
Rua Marechal Osório, s/nº

Realização: Jean Presser & Cia Ltda/Fato Singular
Produção Executiva: Tere Xavier e Juliana Scherer




sábado, dezembro 31

Trabalhos Desenvolvidos - Release de Leandro Maia



      Cantor, violonista e compositor. Mestre em Letras - Pós Graduação em Literaturas Brasileira, Portuguesa e Luso-Africanas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a dissertação Quereres de Caetano: da canção à Canção, 2007. 
Especialista em Letras - Práxis da Criação Textual, no Centro Universitário Ritter dos Reis, com a monografia A palavra-canto é uma ponte, 2004. 
Licenciado em Música, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o trabalho de conclusão O professor de música no trânsito entre dois mundos, 2002. Prêmio Açorianos – Revelação e Troféu Cultura RBS pelo Cd-Livro “Palavreio”. 
......


      Atuou como violonista, cantor, arranjador e compositor do quinteto de música popular de câmara “Café Acústico” (1998 a 2001), com o qual recebeu dois prêmios Açorianos de Música, na categoria Melhor Grupo de MPB (1999 e 2000) e venceu a segunda edição do Festival de Música de Porto Alegre (1999). No teatro, trabalhou como Diretor Musical do espetáculo “Ópera dos Mendigos” do núcleo de formação de atores do Depósito de Teatro (2007) e atuou como cantor no espetáculo “Antígona”, dirigido por Luciano Alabarse (2004) com música de Arthur de Faria.


Assinou a trilha sonora e a direção musical do espetáculo “Penélope Bloom”, uma produção Brasil-Costa Rica baseada na obra “Ulisses” de James Joyce, dirigida pelo costarriquenho Gerardo Bejarano. Esta obra foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz Funarte/Petrobrás.




Em 2005 foi representante do RS na Câmara Setorial de Música, eixo Formação, participando ativamente do movimento pela inclusão da Música nas escolas. http://www.cultura.gov.br/cnpc/wp-content/uploads/2009/03/relatorio-inaugural-musica.pdf

Atuou entre 2006 e 2009 como professor de música na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, onde idealizou e coordenou o projeto “Som da Cidade”, o grupo “Tamborilando – tambores em rede” e os “Centros Musicais” junto à Secretaria Municipal de Educação e à EMEF Neusa Goulart Brizola, atuando no estabelecimento de um currículo plural de ensino de música. Em 2009 atuou como professor do Departamento de Música e Teatro da Universidade Estadual de Londrina – PR, junto a área de Metodologia e Prática de Ensino e coordenou o projeto de extensão: Identidade e Culturas Juvenis: agregando escola e comunidade na busca da transformação social.


Também atua como arranjador e compositor para composições corais, com ênfase em coros juvenis, tendo participado de coletâneas como Música Brasileira para Coro Juvenil (Funarte, 2010), além de ter arranjos selecionados para o Festival Internacional de Coros de Belo Horizonte. Suas obras são cantadas por coros juvenis de todo o Brasil. http://www.funarte.gov.br/funarte/serie-de-coro-juvenil/






Participou de diversos discos como cantor, violonista e arranjador em trabalhos de Marcelo Delacroix (Depois do Raio, 2005), Arthur de Faria (Antígona, 2004), Alexandre Vieira (Chacarera Blues, 2005), Zé da Terreira (Quem tem boca é pra cantar, 2001), Karine Cunha (Fluida, 2005), Café Acústico (Café Acústico, 2000), Orquestra de Flautas Villa-Lobos (Olhos Coloridos, 2008), III Fórum Social Mundial (Um outro mundo é possível, 2003), II Festival de Música de Porto Alegre (II Festival de Música de Porto Alegre, 1999).

Lançou “Palavreio”, seu Cd-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 (Jornal Zero Hora, 16/12/2008 e ABC Domingo, 28/12/2008), vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Relevação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.



Em 2009 ingressou na carreira de professor universitário e tornou-se pai, sempre mantendo intensa atividade artística. Relançou “Palavreio” com patrocínio da CEEE, com turnê pelo SESC-RS e participou do conceituado projeto Unimúsica ao lado de nomes como Lenine, Arnaldo Antunes, Kassin e Kristoff Silva.

Em 2010 participou como convidado especial de Ivan Lins na ocasião do lançamento do Cd “Perfil”, no Theatro Guarany, em Pelotas e Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. 



Também neste ano torna-se parceiro de André Mehmari e forma o trio “Nó de Pinho”, com os premiados músicos Paulo Gaiger e Thiago Colombo de Freitas, enfatizando a música gaúcha como base para sua produção.



Em 2011 participou das gravações do recém lançado CD Canteiro, de André Mehmari, com quem gravou as canções “Luzidia”, “Valsa Russa” e “Sal Saudade”.



CANTEIRO - André Mehmari - EPK from André Mehmari on Vimeo.

Suas composições “Suíte Maria Bonita”, “Bolero da Procura” e “Sobressalto de Ismália”, ainda inéditas estarão no próximo disco de Leandro Maia intitulado “Suíte Maria Bonita e Outras Veredas”, em fase de pré-produção.



Também neste ano compôs e gravou a trilha do filme “O Mar do Poeta” (Alan Mendonça), ao lado de Pedrinho Figueiredo.



Em 2012 realizará shows junto ao projeto “Gauchada Sul Gêneris”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro ao lado de nomes como Renato Borghetti, Marcelo Delacroix e Gisele de Santi e tem apresentações previstas no Teatro Nacional da Costa Rica, ao lado do cantautor Dionísio Cabal. Também participa do CD do fagotista Fábio Mentz, em fase de finalização.


Neste ano pretende lançar seu primeiro disco infantil, intitulado “Mandinho”, com ilustrações de André Macedo.  Ainda em 2012 deve iniciar as gravações de seu segundo Cd autoral, “Suíte Maria Bonita e Outras Veredas”, onde aprofunda o conceito de “Canção de Câmara Brasileira”, aprofundando a interface entre as tradições erudita e popular.

Leandro Maia vive na cidade de Pelotas/RS onde se dedica ao trabalho artístico, à produção cultural e à docência junto à Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Prêmios e títulos
2009
Prêmio Açorianos de Música 2008 - Revelação, Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.
2009
Menção Honrosa – Troféu RBS Cultura.
2007
Troféu Destaque do Mês - Programa Lugar de Criança é na Família e na Escola, Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
2000
Prêmio Açorianos de Música – Melhor Grupo MPB, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
1999
Prêmio Açorianos de Música – Melhor Grupo MPB. Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
1999
Premiação UFRGS 65 anos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
1999
II Festival de Música de Porto Alegre, Secretaria Municipal da Cultura (SMC).




Sobre Palavreio


“Um dos 10 melhores discos brasileiros de 2008. Leandro Maia estreou unindo letra e música com maestria em Palavreio”
(Jornal Zero Hora, Segundo Caderno, Retrospectiva 2008: Os melhores discos, 16/12/2008)
“Revela-se um compositor preparado. O disco é aberto, tem os pés no Rio Grande, anda pelo Brasil e pelo mundo. Milongas convivem com sambas e zambas, há valsa, há rock, sem falar nas familiaridades eruditas. Há grande música e há naturalidade. A letras dimensionam os ritmos e acentuam o diferencial de Leandro como meticuloso arquiteto da canção. Camões, Simões Lopes Neto, Villa-Lobos, Drummond, Beatles e outros próceres passeiam à vontade pelo trabalho. Leandro Maia chega para ficar.”
(Juarez Fonseca, Revista Aplauso, janeiro de 2009)
 “Compositor deste nosso tempo, ele sabe que está lidando com uma forma com história intensa, densa; sabe e promove em seu disco uma repassada por vários gêneros e estilos, sempre aliando invenção musical com invenção poética. Por isso, o CD tem um encarte que é um pequeno livro, que não se limita a trazer as letras cantadas; também por isso o CD, que se deixa ouvir como se fosse mero pano de fundo musical, proporciona outra escuta, atenta, focada, como se exige de um livro ou de um concerto; por isso, enfim, é um CD precioso, que dá e comenta música e poesia, a canção.”
(Luís Augusto Fisher, Zero Hora, 23/12/2008)
 "O trabalho de composição, arranjos, interpretação, enfim, o conjunto de idéias que ele apresenta em Palavreio, seu primeiro disco, é que configuram uma verdadeira revelação. Revelam algo que não conhecíamos, surpreendem com uma qualidade, uma energia, um frescor, e ao mesmo tempo uma maturidade que desde já posicionam Leandro entre os músicos gaúchos de exceção. (...) A arquitetura musical de Leandro Maia é a grande novidade de 2008."
(Juarez Fonseca, Jornal ABC, 30/11/2008).
 "Um dos melhores letristas da nova geração musical de Porto Alegre."
(Daniel Soares, Correio do Povo, 17/10/2008).
 "Palavreio reúne canções bem acabadas que tratam a melodia e a letra com clareza e cortesia."
(Mônica Kanitz, Jornal do Comércio, 17/10/2008).
 "Leandro Maia é um artista de letra e melodia (...). Tudo isso aparece em Palavreio, um disco em que a diversidade musical e virtude poética estão intimamente ligados."
(Luís Bissigo, Zero Hora, 14/10/2008).



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“Nessa vida onde sobram sertões
Ainda quero uma vista pro mar
E essa língua de luso-ilusões
Navegar.”


Canais

Orkut: Leandro Maia Palavreio
Comunidade/Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpn&cmm=101452717