Pessoal,
neste post vou organizando uma lista de filmes e materiais sobre canção popular brasileira.
Abraços
L
....
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sexta-feira, outubro 28
sábado, janeiro 11
Shalom Sharom, Salam Saddam
No verão de 2003, ainda sobre o som televisivo dos bombardeios de Bush compus esta canção.
Resta um arquivo velho, de ensaio em estúdio gravado em take único com overdub de vozes. Um registro cru para uma guerra sangrenta que apresenta sequelas até hoje.
Ariel Sharon está morto. Assim como Saddam Roussein, Yasser Arafat e outros personagens que estão mortos ou no fim de carreira. Que tenhamos dias melhores.
Fica aqui o registro.
Resta um arquivo velho, de ensaio em estúdio gravado em take único com overdub de vozes. Um registro cru para uma guerra sangrenta que apresenta sequelas até hoje.
Ariel Sharon está morto. Assim como Saddam Roussein, Yasser Arafat e outros personagens que estão mortos ou no fim de carreira. Que tenhamos dias melhores.
Fica aqui o registro.
Visão do Conflito
(Leandro Maia)
(Leandro Maia)
Donos da verdade se aproveitam dos fanáticos
Tomando territórios palestinos desarmados
Irônicos desdenham dos acordos e tratados
Tiram vantagem do sofrimento dos seus antepassados
Tomando territórios palestinos desarmados
Irônicos desdenham dos acordos e tratados
Tiram vantagem do sofrimento dos seus antepassados
Árabes cometem atentados eficazes
Assassinam a si mesmos por rancores milenares
Homens-bomba, grupos paramilitares
Organizam lutadores, terroristas, kamikases
Assassinam a si mesmos por rancores milenares
Homens-bomba, grupos paramilitares
Organizam lutadores, terroristas, kamikases
O xerife texano envia tropas de milícia
Jovens pobres vão à guerra pela máfia armamentista
Salve, salve, chefe ianque da ganância petrolífera
Colin Powell, Tony Blair e os comandados da rainha
Jovens pobres vão à guerra pela máfia armamentista
Salve, salve, chefe ianque da ganância petrolífera
Colin Powell, Tony Blair e os comandados da rainha
O império se expande sobre os povos catatônicos
Com um súdito ministro, Nero Anglo-saxônico
Onde os proto-neo-nazi-fasci-norte-americanos
E a direita israelense executam novos planos
Com um súdito ministro, Nero Anglo-saxônico
Onde os proto-neo-nazi-fasci-norte-americanos
E a direita israelense executam novos planos
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Shalom Sharon Sharon Shalom
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Salam Saddam Saddam Salam
Javé, Jeovah, Jesus, Alah
Oh Bless My Lord Tupinambá
Washington, Cabul, Jerusalém, Bagdá
Saddam Russein, Tony Blair, Yasser Arafat
Mr. Bush, shut up, o jogo não acabou
Salam Sadam, Shalom Sharom
Oh Bless My Lord Tupinambá
Washington, Cabul, Jerusalém, Bagdá
Saddam Russein, Tony Blair, Yasser Arafat
Mr. Bush, shut up, o jogo não acabou
Salam Sadam, Shalom Sharom
sábado, novembro 2
Canção por um Triz - texto convite para o Núcleo de Estudos da Canção
Canção por um Triz
Há alguns bons anos venho me debatendo, batendo,
lendo, cantando e fazendo canção brasileira. Tenho uma teoria íntima a respeito
desta nossa forma tão querida de versar sobre a vida, que é mais ou menos
assim: se a sinfonia é alemã, a ópera é italiana, a poesia é francesa, o
romance é russo e os contos são americanos, a canção é brasileira. Digo isto sem medo de incorrer em falso
testemunho. Junte-se a isso a nossa tradição lírica ibérica, com a sonoridade brasileira
tupi, banta e ioruba e suas respectivas visões de mundo, e teremos uma língua
de rica sonoridade, grande conteúdo reflexivo, equilíbrio entre vogais,
consoantes, nasalidades e vocalizações diversas. Além disso, junte a tradição
percussiva e dançante africana e toda imigração europeia, asiática, moura e do
oriente médio, além do diálogo com outras culturas americanas, sejam do norte,
Caribe, ou Conesul. Paremos por aqui, ainda sem citar a nossa própria tradição
cancionista, tão rica, vasta e diversa.
Muito já escreveu sobre
canção, embora ainda pareça muito pouco. Parece menos ainda quando nos
deparamos com trabalhos como TRIZ,
que André Mehmari, Chico Pinheiro
e Sérgio Santos nos apresentam em parceria com o Departamento de Difusão
Cultural da UFRGS, Núcleo de Estudos da Canção
e o patrocínio da Natura Musical. Este trio, na verdade, é a reunião de
uma constelação de alguns dos maiores nomes da música brasileira da atualidade,
em diferentes matizes: canção, música instrumental e música erudita – como se
fosse possível fazer esta separação hoje em dia. E é disto que se trata estre trabalho, de uma
reunião de artistas de grande quilate, sem preocupação em algemar as criações
neste ou naquele gênero.
Em todo o disco, aparecem apenas duas canções
com letra, curiosamente intituladas “Sim” e “Não”. E agora? É canção? É música
instrumental? Sim ou Não? Aqui, sim, um debate que parece fadado ao fracasso.
Isto porque se entendemos canção como uma peça musical feita com letra e música
em palavras que contam uma história com início, meio e fim, nosso conceito de
canção já era. E, por outro lado, se entendemos música instrumental como uma
derivação de “música pura”, aquela que prescinde da voz humana, por um triz
deixa de ser música instrumental, pois TRIZ é pleno de vozes, vocais,
vocalizações sem palavras. Aliás, melodias plenamente cantáveis, em extensão
vocal confortável, plenamente adequadas para a voz humana – aliás como muitos
temas “instrumentais”, do choro de Pixinguinha aos tangos do Piazzolla. Difícil
dizer que não é canção, em minha modesta opinião. Mas são canções sem palavras.
Canção de melodia e voz. Já tentaram letrar “Libertango” do Piazzolla?
Convenhamos que seria um sacrilégio. O mesmo ocorre com as canções do Triz. Uma
palavra mal posta pode complicar a intricada arquitetura que ali se apresenta,
fechando em um significado determinado que não é necessário. Por outro lado, a
palavra bem posta abre diversos mundos. Tem uma pesquisadora, a Janete El
Haouli, que chama isto de “voz-música”, ou seja, a voz que não se deixa
aprisionar pelas palavras. Acho que é um bom ponto de partida.
Como cancionistas que não aceitam as fronteiras
cada vez mais falsas entre música erudita e música popular, entre canção e
música instrumental, estamos aqui com um belo problema por resolver e
contemplar. Aliás, não sei se é intencional por parte de André, Chico e Sérgio,
mas curiosamente andei “googlando” por aí e vi que TRIZ também é a sigla de Teoria Rechenia Izobretatelskih Zadatchi, que em russo significa Teoria da Resolução de
Problemas Inventivos. Que os problemas
inventivos sigam apontando belos caminhos para a música brasileira.
Leandro Maia.
http://www.youtube.com/watch?v=ZHy5egQpB84
domingo, março 31
quinta-feira, março 28
sexta-feira, janeiro 4
Pé na Areia!!
Para o primeiro fim de semana de 2013, uma prévia do Mandinho - disco que lançaremos em março
https://soundcloud.com/mandinho/p-na-areia
Com vocês, Pé na Areia, um baião milonga com Kako Xavier - participação especial - voz e tambores de Maçambique, Sérgio Sergio Olive esmirilhando na gaita escocesa, Thiago Colombo de Freitas, quebrando tudo no violão, Miguel Tejera, no baixo paulada e Luke Faro na bateria virtuosa. Este humilde servo que vos escreve canta e toca tambores de maçambique!
Pode vir 2013!! Que venha o Mandinho!!
Tem que botar o Pé na Areia!!
sexta-feira, junho 29
PALAVREIO E OUTRAS CANÇÕES
PALAVREIO
E OUTRAS CANÇÕES
Leandro Maia convida André Mehmari
Depois de
turnê pela Costa Rica e apresentações no Rio de Janeiro
Leandro
Maia apresenta seu “Palavreio” e novidades, contando com a participação
especialíssima do genial multi-instrumentista
André
Mehmari
07/07,
21h no Theatro São Pedro
Cantor,
compositor, letrista, violonista e educador musical, é considerado um dos
reinventores da tradição cancionista do Brasil. Leandro conta não apenas com o
reconhecimento do público gaúcho, mas também de artistas como Ivan Lins, que o
convidou a participar de sua turnê Perfil,
quando passou pelo Rio Grande do Sul em 2010, ocasião em que Leandro também
teve a honra de subir ao mesmo palco ao lado do mestre Geraldo Flach, em sua
última apresentação pública.
Seu primeiro álbum, Palavreio, foi considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 pela imprensa gaúcha e lhe rendeu os prêmios Açorianos – Revelação e o Troféu RBS Cultura. Também participou do Projeto Unimúsica – série cancionistas, ao lado de nomes como Lenine e Arnaldo Antunes.
No show do Theatro São Pedro, Leandro Maia (voz e violão) se apresentará ao lado da banda formada por Pedrinho Figueiredo (flauta, sax e direção musical), Luke Faro (bateria), Mimmo Ferreira (percussão), Miguel Tejera (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra), Michel Dorfman (teclados), além das lindas vozes de Andréa Cavalheiro e Marcelo Delacroix, entoando os coros das canções do premiado “Palavreio”.
O pianista André Mehmari fará uma grande participação especial: juntos, interpretarão “Luzidia”, “Valsa Russa”, “Sal Saudade”, parcerias gravadas no álbum “Canteiro”, de Mehmari, recentemente lançado no SESC Pompéia, em São Paulo, com participação de Leandro ao lado de André e grandes nomes como Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Sérgio Santos, Luciana Alves e Chico Pinheiro. Outra novidade é “Bolero da Procura”, balada jazz de Mehmari/Maia que viaja pelas diversas regiões do Brasil, passando pela Praia do Laranjal, em Pelotas, onde Leandro Maia reside desde 2010.
O repertório, que mescla ritmos gaúchos, influências eruditas, rock e jazz, foi recentemente apresentado em turnê pela Costa Rica, no concerto A Dos Voces Poéticas, ao lado do cantautor Dionísio Cabal, um dos nomes mais importantes do movimento da Nueva Canción Costarricense. Vale relembrar Palavreio e conferir as novidades que estarão no próximo trabalho, onde serão gravadas as parcerias inéditas de Leandro Maia também com Marcelo Delacroix, com quem Leandro canta a novíssima “Histórias de Nós Dois”, que passeia pelos casais da literatura brasileira.
Seu primeiro álbum, Palavreio, foi considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 pela imprensa gaúcha e lhe rendeu os prêmios Açorianos – Revelação e o Troféu RBS Cultura. Também participou do Projeto Unimúsica – série cancionistas, ao lado de nomes como Lenine e Arnaldo Antunes.
No show do Theatro São Pedro, Leandro Maia (voz e violão) se apresentará ao lado da banda formada por Pedrinho Figueiredo (flauta, sax e direção musical), Luke Faro (bateria), Mimmo Ferreira (percussão), Miguel Tejera (baixo) e Marcelo Corsetti (guitarra), Michel Dorfman (teclados), além das lindas vozes de Andréa Cavalheiro e Marcelo Delacroix, entoando os coros das canções do premiado “Palavreio”.
O pianista André Mehmari fará uma grande participação especial: juntos, interpretarão “Luzidia”, “Valsa Russa”, “Sal Saudade”, parcerias gravadas no álbum “Canteiro”, de Mehmari, recentemente lançado no SESC Pompéia, em São Paulo, com participação de Leandro ao lado de André e grandes nomes como Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Sérgio Santos, Luciana Alves e Chico Pinheiro. Outra novidade é “Bolero da Procura”, balada jazz de Mehmari/Maia que viaja pelas diversas regiões do Brasil, passando pela Praia do Laranjal, em Pelotas, onde Leandro Maia reside desde 2010.
O repertório, que mescla ritmos gaúchos, influências eruditas, rock e jazz, foi recentemente apresentado em turnê pela Costa Rica, no concerto A Dos Voces Poéticas, ao lado do cantautor Dionísio Cabal, um dos nomes mais importantes do movimento da Nueva Canción Costarricense. Vale relembrar Palavreio e conferir as novidades que estarão no próximo trabalho, onde serão gravadas as parcerias inéditas de Leandro Maia também com Marcelo Delacroix, com quem Leandro canta a novíssima “Histórias de Nós Dois”, que passeia pelos casais da literatura brasileira.
PALAVREIO E OUTRAS CANÇÕES
Leandro Maia Convida André Mehmari
07 de julho
Ingressos:
entre R$ 20,00 e 50,00
(meia para estudantes, maiores de 65 anos e classe)
Classificação
etária: LIVRE
Theatro
São Pedro
Rua Marechal Osório, s/nº
Realização: Jean Presser & Cia Ltda/Fato
Singular
Produção Executiva: Tere Xavier e Juliana Scherer
sábado, dezembro 31
Trabalhos Desenvolvidos - Release de Leandro Maia
Cantor, violonista e compositor. Mestre em Letras - Pós Graduação em Literaturas Brasileira, Portuguesa e Luso-Africanas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a dissertação Quereres de Caetano: da canção à Canção, 2007. Especialista em Letras - Práxis da Criação Textual, no Centro Universitário Ritter dos Reis, com a monografia A palavra-canto é uma ponte, 2004. Licenciado em Música, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o trabalho de conclusão O professor de música no trânsito entre dois mundos, 2002. Prêmio Açorianos – Revelação e Troféu Cultura RBS pelo Cd-Livro “Palavreio”. ......
Atuou como violonista, cantor, arranjador e compositor do quinteto de música popular de câmara “Café Acústico” (1998 a 2001), com o qual recebeu dois prêmios Açorianos de Música, na categoria Melhor Grupo de MPB (1999 e 2000) e venceu a segunda edição do Festival de Música de Porto Alegre (1999). No teatro, trabalhou como Diretor Musical do espetáculo “Ópera dos Mendigos” do núcleo de formação de atores do Depósito de Teatro (2007) e atuou como cantor no espetáculo “Antígona”, dirigido por Luciano Alabarse (2004) com música de Arthur de Faria.
Assinou a trilha sonora e a direção musical do espetáculo “Penélope Bloom”, uma produção Brasil-Costa Rica baseada na obra “Ulisses” de James Joyce, dirigida pelo costarriquenho Gerardo Bejarano. Esta obra foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz Funarte/Petrobrás.
Em 2005 foi representante do RS na Câmara Setorial de Música, eixo Formação, participando ativamente do movimento pela inclusão da Música nas escolas. http://www.cultura.gov.br/cnpc/wp-content/uploads/2009/03/relatorio-inaugural-musica.pdf
Atuou entre 2006 e 2009 como professor de música na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, onde idealizou e coordenou o projeto “Som da Cidade”, o grupo “Tamborilando – tambores em rede” e os “Centros Musicais” junto à Secretaria Municipal de Educação e à EMEF Neusa Goulart Brizola, atuando no estabelecimento de um currículo plural de ensino de música. Em 2009 atuou como professor do Departamento de Música e Teatro da Universidade Estadual de Londrina – PR, junto a área de Metodologia e Prática de Ensino e coordenou o projeto de extensão: Identidade e Culturas Juvenis: agregando escola e comunidade na busca da transformação social.
Também atua como arranjador e compositor para composições corais, com ênfase em coros juvenis, tendo participado de coletâneas como Música Brasileira para Coro Juvenil (Funarte, 2010), além de ter arranjos selecionados para o Festival Internacional de Coros de Belo Horizonte. Suas obras são cantadas por coros juvenis de todo o Brasil. http://www.funarte.gov.br/funarte/serie-de-coro-juvenil/
Participou de diversos discos como cantor, violonista e arranjador em trabalhos de Marcelo Delacroix (Depois do Raio, 2005), Arthur de Faria (Antígona, 2004), Alexandre Vieira (Chacarera Blues, 2005), Zé da Terreira (Quem tem boca é pra cantar, 2001), Karine Cunha (Fluida, 2005), Café Acústico (Café Acústico, 2000), Orquestra de Flautas Villa-Lobos (Olhos Coloridos, 2008), III Fórum Social Mundial (Um outro mundo é possível, 2003), II Festival de Música de Porto Alegre (II Festival de Música de Porto Alegre, 1999).
Lançou “Palavreio”, seu Cd-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 (Jornal Zero Hora, 16/12/2008 e ABC Domingo, 28/12/2008), vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Relevação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.
Em 2009 ingressou na carreira de professor universitário e tornou-se pai, sempre mantendo intensa atividade artística. Relançou “Palavreio” com patrocínio da CEEE, com turnê pelo SESC-RS e participou do conceituado projeto Unimúsica ao lado de nomes como Lenine, Arnaldo Antunes, Kassin e Kristoff Silva.
Em 2010 participou como convidado especial de Ivan Lins na ocasião do lançamento do Cd “Perfil”, no Theatro Guarany, em Pelotas e Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
Também neste ano torna-se parceiro de André Mehmari e forma o trio “Nó de Pinho”, com os premiados músicos Paulo Gaiger e Thiago Colombo de Freitas, enfatizando a música gaúcha como base para sua produção.
Em 2011 participou das gravações do recém lançado CD Canteiro, de André Mehmari, com quem gravou as canções “Luzidia”, “Valsa Russa” e “Sal Saudade”.
Suas composições “Suíte Maria Bonita”, “Bolero da Procura” e “Sobressalto de Ismália”, ainda inéditas estarão no próximo disco de Leandro Maia intitulado “Suíte Maria Bonita e Outras Veredas”, em fase de pré-produção.
Também neste ano compôs e gravou a trilha do filme “O Mar do Poeta” (Alan Mendonça), ao lado de Pedrinho Figueiredo.
Em 2012 realizará shows junto ao projeto “Gauchada Sul Gêneris”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro ao lado de nomes como Renato Borghetti, Marcelo Delacroix e Gisele de Santi e tem apresentações previstas no Teatro Nacional da Costa Rica, ao lado do cantautor Dionísio Cabal. Também participa do CD do fagotista Fábio Mentz, em fase de finalização.
Neste ano pretende lançar seu primeiro disco infantil, intitulado “Mandinho”, com ilustrações de André Macedo. Ainda em 2012 deve iniciar as gravações de seu segundo Cd autoral, “Suíte Maria Bonita e Outras Veredas”, onde aprofunda o conceito de “Canção de Câmara Brasileira”, aprofundando a interface entre as tradições erudita e popular.
Leandro Maia vive na cidade de Pelotas/RS onde se dedica ao trabalho artístico, à produção cultural e à docência junto à Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).
Prêmios e títulos
2009
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Prêmio Açorianos de Música 2008 - Revelação, Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.
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2009
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Menção Honrosa – Troféu RBS Cultura.
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2007
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Troféu Destaque do Mês - Programa Lugar de Criança é na Família e na Escola, Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
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2000
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Prêmio Açorianos de Música – Melhor Grupo MPB, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
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1999
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Prêmio Açorianos de Música – Melhor Grupo MPB. Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.
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1999
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Premiação UFRGS 65 anos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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1999
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II Festival de Música de Porto Alegre, Secretaria Municipal da Cultura (SMC).
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Sobre Palavreio
“Um dos 10 melhores discos brasileiros de 2008. Leandro Maia estreou unindo letra e música com maestria em Palavreio”
(Jornal Zero Hora, Segundo Caderno, Retrospectiva 2008: Os melhores discos, 16/12/2008)
“Revela-se um compositor preparado. O disco é aberto, tem os pés no Rio Grande, anda pelo Brasil e pelo mundo. Milongas convivem com sambas e zambas, há valsa, há rock, sem falar nas familiaridades eruditas. Há grande música e há naturalidade. A letras dimensionam os ritmos e acentuam o diferencial de Leandro como meticuloso arquiteto da canção. Camões, Simões Lopes Neto, Villa-Lobos, Drummond, Beatles e outros próceres passeiam à vontade pelo trabalho. Leandro Maia chega para ficar.”
(Juarez Fonseca, Revista Aplauso, janeiro de 2009)
“Compositor deste nosso tempo, ele sabe que está lidando com uma forma com história intensa, densa; sabe e promove em seu disco uma repassada por vários gêneros e estilos, sempre aliando invenção musical com invenção poética. Por isso, o CD tem um encarte que é um pequeno livro, que não se limita a trazer as letras cantadas; também por isso o CD, que se deixa ouvir como se fosse mero pano de fundo musical, proporciona outra escuta, atenta, focada, como se exige de um livro ou de um concerto; por isso, enfim, é um CD precioso, que dá e comenta música e poesia, a canção.”
(Luís Augusto Fisher, Zero Hora, 23/12/2008)
"O trabalho de composição, arranjos, interpretação, enfim, o conjunto de idéias que ele apresenta em Palavreio, seu primeiro disco, é que configuram uma verdadeira revelação. Revelam algo que não conhecíamos, surpreendem com uma qualidade, uma energia, um frescor, e ao mesmo tempo uma maturidade que desde já posicionam Leandro entre os músicos gaúchos de exceção. (...) A arquitetura musical de Leandro Maia é a grande novidade de 2008."
(Juarez Fonseca, Jornal ABC, 30/11/2008).
"Um dos melhores letristas da nova geração musical de Porto Alegre."
(Daniel Soares, Correio do Povo, 17/10/2008).
"Palavreio reúne canções bem acabadas que tratam a melodia e a letra com clareza e cortesia."
(Mônica Kanitz, Jornal do Comércio, 17/10/2008).
"Leandro Maia é um artista de letra e melodia (...). Tudo isso aparece em Palavreio, um disco em que a diversidade musical e virtude poética estão intimamente ligados."
(Luís Bissigo, Zero Hora, 14/10/2008).
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“Nessa vida onde sobram sertões
Ainda quero uma vista pro mar
E essa língua de luso-ilusões
Navegar.”
Canais
Twitter: http://twitter.com/leandro_maia (@leandro_maia)
Youtube: http://www.youtube.com/user/palavreiodejavu
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domingo, novembro 20
Matéria no Estadão sobre Canteiro
Mehmari em letra e canto
Pela primeira vez, André Mehmari lança CD duplo inteiramente dedicado à canção
20 de novembro de 2011 | 7h 00
Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo
Hermeto Pascoal diz que "um instrumentista não pode ser instrumento de seu próprio instrumento". André Mehmari é um dos maiores sabedores disso em sua geração. As 88 teclas do piano nunca o limitaram e ele sempre as usou a serviço da emoção e da originalidade. Consagrado no campo da música instrumental, aos 34 anos, ele lança o disco duplo Canteiro, um trabalho autoral dedicado à canção.
Zeca Wittner/AE
Além do piano. Compositor toca violão, viola, violino, acordeom, charango e contrabaixo
"Eu venho compondo há um longo tempo. Esse lado de cancionista se intensificou nos últimos três, quatro anos. A canção sempre esteve amalgamada à minha produção instrumental. Eu já naveguei muito neste universo e quero investir nesse cancioneiro, que é a grande riqueza do País. Penso em uma continuidade, um Canteiro II", diz Mehmari.
Nas 30 faixas do disco, ele conta com parceiros, intérpretes e instrumentistas com estilos bem diferentes entre si, passando por diversos gêneros musicais, como bossa nova, valsa, frevo, fado, baião, entre outros.
No álbum, Mehmari assina parcerias com Carlos Fernando (À Beira da Canção e Insisto), Tiago Torres da Silva (Apenas o Mar e Meia Lágrima), Sérgio Santos (Baião de Reza, Última Valsa e Vento Bom), Bernardo Maranhão (O Cântico dos Quânticos, Cruce, Desalvorada, Amor da Terra, Pra Amada Imortal e Festa dos Pássaros), Silvio Mansani (Clara e Florbela), Makely Ka (Guardar), Rita Altério (Ida e Volta), Simone Guimarães (Ninguém Compreende), Luiz Tatit (Brilha o Carnaval, Tentar Dormir e Modular Paixões), Arthur Nestrovski (Viagem de Verão), Leandro Maia (Valsa Russa, Sal Saudade e Luzidia).
Além das tabelinhas - em 80% das vezes tendo a música como ponto de partida, ganhando versos depois -, Mehmari também se revela completo, compondo sozinho em Velha Inquietude.
O disco não nega a tradição europeia, mas é essencialmente brasileiro. Com uma estética bem definida, Canteiro tem a maioria de suas faixas imagéticas e cinematográficas, literalmente bem amarradas por um fio condutor. Literalmente, porque Mehmari liga algumas músicas por um som proposital conseguido pela região mais aguda do acordeom.
Outro ponto interessante em Canteiro é o fato de Mehmari tocar diversos instrumentos em várias faixas do disco. Não que o piano tenha ficado pequeno para ele. Trata-se de uma opção, com o compositor gravando em alguns momentos violão, flauta, acordeom, rhodes, viola, violino, contrabaixo e fazendo também programações de bateria.
Além, obviamente, de assinar os arranjos, Mehmari é responsável pela gravação, mixagem e masterização do disco, graças às facilidades de ter um ótimo estúdio montado em casa.
"Eu quis buscar a simplicidade e deixar a canção falar mais alto. Por isso a escolha de tocar instrumentos nos quais eu não tenho a mesma facilidade que tenho no piano. Se este disco fosse gravado por uma orquestra profissional, teria outro som. Comigo tocando vários instrumentos, com o meu jeito 'errado' de tocar, como em Valsa Russa, a gente tem o som como se fosse de uma orquestrinha idiossincrática", comenta Mehmari.
Canteiro também conta com instrumentistas de grande respeito, como Sérgio Reze, Neymar Dias, Teco Cardoso, Hamilton de Holanda, Luca Raelle, Chico Pinheiro, além de participação estupenda da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba, no frevo Brilha o Carnaval, no qual Mehmari "quis dar enfoque à sua caneta de arranjador".
No disco, alguns dos compositores cantam seus próprios temas, como Sérgio Santos, Silvio Mansani, Simone Guimarães, Leandro Maia e Luiz Tatit. Canteiro tem ainda gravações de intérpretes de peso, como Mônica Salmaso (Apenas o Mar e Modular Paixões), Ná Ozzetti (Festa dos Pássaros), Jussara Silveira (Viagem de Verão), o argentino Carlos Aguirre (Cruce) e o português Antonio Zambujo (Meia Lágrima).
Outra novidade do álbum é Mehmari cantando. Ele, que já havia dado demonstrações de sua voz, assume o papel de intérprete em oito faixas do CD. Com o ano terminando, Canteiro deve chegar aos palcos apenas em 2012, tendo como benefício a possibilidade de ser apresentado em diversas formações.
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