segunda-feira, novembro 12

Canja no Sarau


SARAU MEMÓRIA - - 13/11/2007


Nesta semana, o SARAU ELÉTRICO fala de MEMÓRIA,
aquilo que gente só tem quando começa a ficar tarde.
LUÍS AUGUSTO FISCHER, CLÁUDIO MORENO,
CLAUDIA TAJES e KATIA SUMAN
recebem a jornalista e escritora CÉLIA RIBEIRO.

Canja - Leandro Maia

SARAU MEMÓRIA - TERÇA - 13.11.07
OCIDENTE - 21h - 8 pilas
O SARAU ELÉTRICO, ao longo desses 8 anos de atividades, já realizou mais de 400 edições, atingindo um público de cerca de 40 mil pessoas interessadas em literatura, cultura e educação.Nomes consagrados como Luís Fernando Veríssimo, Lya Luft, Martha Medeiros, Fausto Wolff, Marçal Aquino, Fabrício Carpinejar, Donaldo Schüller, Jorge Furtado, Moacyr Scliar, e tantos outros, já participaram do SARAU. Na canja musical, nomes como Vitor Ramil, Nei Lisboa, Bebeto Alves, Papas da Língua, Nenhum de Nós, Júlio Reny, quartetos de cordas, grupos de chorinho, de samba e de rock, mostram a diversidade da programação e a simpatia dos músicos pelo projeto.

terça-feira, novembro 6

USINA DAS ARTES APRESENTA

ENCONTROS COM O COMPOSITOR





LEANDRO MAIA NUM BATE PAPO CANTADO COM RENATO VELHO

DIA 07 DE NOVEMBRO – QUARTA-FEIRA

SALA 505 DA USINA DO GASÔMETRO

20h

ENTRADA FRANCA

domingo, setembro 9



ARTE SESC APRESENTA LEANDRO MAIA NO TERÇA À BRASILEIRA
A apresentação acontece dia 11/09 às 18h15 no Café Concerto do Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665 – 2° andar). A entrada é franca.

Outras informações no local, pelo telefone (51) 3284-2070

O cantor e compositor apresenta o show "Palavreio" - título do CD-Livro a ser lançado em novembro deste ano. Leandro (voz e violão) é acompanhado dos músicos Miguel Tejera (baixo), Mimo Aires (percussão) e Vinicius Prates (flauta transversal).

www.tramavirtual.com.br/leandro_maia
palavreio.blogspot.com

domingo, setembro 2

PALAVREIO

As gravações do Palavreio prosseguem. Estou nos finalmentes, gravando minhas vozes. Falta pouco, mas é um momento bastante delicado. Está sendo um puta processo. Estou aprendendo a cantar, esse é o negócio. Cantar em estúdio é outro papo. No show dá pra desafinar, gritar, babar que a performance dá conta do recado. Já no estúdio não tem gritaria: é tu contigo mesmo, peladaço. Difícil. Com certeza vou ser uma pessoa melhor depois desse disco...

Retorno - mestre da canção

É isso aí, minha gente. Andei meio afastado, encaramujado, desengonçado, esgualepado. Entre o último show - dia 17/06 - e hoje muita coisa rolou:

* ME TORNEI MESTRE!!! Defendi dissertação dia 30/07: Quereres de Caetano: da canção à Canção. Gracias aos meus ilustres orientadores Dr. Luís Augusto Fischer e Dr. Celso Loureiro Chaves. Na banca nada mais, nada menos do que Maria do Carmo Campos - ensaísta, professora e poetisa - e Luiz Tatit - o semiótico da canção, compositor importantíssimo. Não dá pra descrever a experiência aqui. Estou revisando a dissertação e logo ponho no ar pra quem quiser conferir a loucura. Por enquanto, o resumo:

RESUMO





O Quereres, de Caetano Veloso, é a sétima faixa do disco Velô, de 1984. O objetivo desta dissertação é analisar esta obra utilizando instrumentais teóricos provenientes das áreas de música e de letras, considerando-se “Canção” como um gênero próprio que possui interfaces com a literatura e com a música, ao mesmo tempo em que se revela autônomo e de difícil categorização. Este trabalho está organizado a partir do estabelecimento de dois principais pontos de vista analíticos, denominados aqui de Intramelódico-textualidades e Extramelódico-textualidades. O primeiro trata da relação interna dos elementos presentes na canção tais como texto, melodia, ritmo, harmonia, arranjo e interpretação: a conexão, propriamente dita, entre letra e música na produção de um discurso cancional. O segundo, pondera a presença implícita e explícita de elementos externos a O Quereres: sua relação com outras canções, sua relação com outros autores, com a tradição poética luso-brasileira, a presença de elementos intertextuais e a possibilidade de diálogo com elementos da arte, da cultura e do conhecimento suscitados a partir de um atento processo de leitura-escuta. Busca-se, assim, um procedimento analítico que contemple a integridade da obra que conhecemos como “canção”, evitando a separação entre letra e música. Realiza-se, “de viés” uma abordagem que utiliza O Quereres como um ponto chave de recorte na obra de Caetano Veloso, uma lente que nos auxilia a compreender a poética deste compositor que considera a canção como uma forma bastante peculiar de se pensar à moda brasileira.









PALAVRAS-CHAVE: Canção – Análise Musical – Crítica Literária – Caetano VelosoABSTRACT



The song O Quereres, by Caetano Veloso, is the seventh track of the Velô record, of 1984. The objective of this work is to analyze this piece using theoretical instruments that partake from the areas of music and letters. It considers “song” as a proper genre with interrelations between literature and music, while at the same time demonstrating autonomous and difficult aspects. This work is organized on the establishment of two main analytical points of view, called here intermelodic textualities and extramelodic textualities. The former argues for the internal relation of the elements included in the song such as text, melody, rhythm, harmony, arrangement and interpretation, and the connection between text and music in the production of a “song” speech. The latter ponders on the implicit and explicit presence of external elements in O Quereres, its relation to other songs, other authors, and to the luso-Brazilian poetical tradition, as well as the presence of intertextual elements and the possibility of dialogue within elements of art, culture and knowledge in a reading-listening process. The aim of this project was to formulate an analytical procedure that will respect the integrity of the work of art known as “song”, preventing the separation of its elements between text and music. In this work, the song O Quereres is used as a means of understanding the poetics of Caetano Veloso, who considers the song as a peculiar form of the Brazilian way thinking.









KEY-WORDS: Song – Musical Analysis – Literacy Criticism – Caetano Veloso

segunda-feira, abril 16

Está começando!!!


Amigos,
estou saindo de casa para ir ao estúdio. As gravações começam agora. É um momento muito especial: a primeira sessão de gravação do meu primeiro disco! Torçam por mim, pelos músicos e pelo Pedrinho - que está dirigindo a coisa toda.

Um grande abraço

Leandro

domingo, abril 8

Palavreio - ensaio do show


O Show foi uma beleza!!! Obrigado às pessoas que ocuparam todos os espaços do Arena!

Obrigado ao Depósito de Teatro e à Casa Elétrica! Tivemos cenário (Rudinei Morales) e Figurino (Sandra Possani e Chico de Los Santos)!

Valeu Mimo, Miguel e Karlo - grandes músicos!!!


Enquanto eu não tenho as fotos do show, podemos curtir as do último ensaio!

segunda-feira, abril 2

Acompanhem!

Amigos,
temos show esta semana. Acompanhem a divulgação e apareçam no Teatro de Arena - Viaduto da Borges - quarta-feira, dia 4/4, às 20h!

* Estúdio 36 TV COM - terça-feira, dia 03/04 às 21h
* Programa CULTURA ACÚSTICA, FM Cultura 107.7 - quarta-feira, dia 04/04, às 15h
* Show PALAVREIO no Teatro de Arena, quarta-feira, dia 04/04, às 20h

Abraços

Tá chegando


PALAVREIO EM 4/4

PALAVREIO é o nome do Livro-CD de estréia do cantor, compositor e violonista Leandro Maia. Formado em música e mestrando em Letras pela UFRGS, ex-integrante do premiado grupo Café Acústico, Leandro apresenta seu trabalho autoral na abertura da Série 4/4, a realizar-se no dia 04 de abril de 2007, às 21h, no aconchegante Teatro de Arena.Contemplado com o financiamento do FUMPROARTE, PALAVREIO está em fase de gravações. Com produção executiva de Cláudia Lopes Braga e direção musical de Pedrinho Figueiredo o Livro-CD - ou “Disco de Estante” como o autor prefere chamar - é composto por 26 poemas e 13 canções que fazem o percurso entre a música e a palavra com belos arranjos e interpretações que visitam a música regional, a canção brasileira e a literatura. Participam do Show de Abertura da Série 4/4 os músicos Karlo Kulpa (Violino e Piano), Mimo Aires (Percussão) e Miguel Tejera (Baixo).

segunda-feira, março 5

CANÇÃO "DIA DE AVALIAÇÃO (DDA)" É CITADA EM DISSERTAÇÃO ACADÊMICA

É isto mesmo. A canção "Dia de Avaliação", sigla de DDA é citada na dissertação "TEIA DE SIGNIFICADOS DAS PRÁTICAS ESCOLARES:TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) E FORMAÇÃO DE PROFESSORES" da pesquisadora Maria da Graça Faustino Reis, defendida na PUC de Campinas em 2006.

A canção foi apresentada para banca examinadora e é citada como epígrafe do terceiro capítulo, página 57. Na página 156 é transcrita toda a letra, com comentários.

O trabalho pode ser conferido

Vale à pena!

Ouça "Dia de Avaliação (DDA) em
www.tramavirtual.com.br/leandro_maia

sábado, março 3

A palavra de Deus não é Deus
E se a palavra foi Ele mesmo quem escolheu,
A intenção valeu, mas ninguém entendeu nada

Deus escreve certo em linha torta?
Ora, pois que fizesse um desenho.

Pra bom entendedor meio mundo basta,
Para mau entendedor nem um universo inteiro
De que serve um livro debaixo do sovaco
Se não causa o mesmo efeito?

Desde que cheguei, todos me perguntam: como é lá do outro lado? Eu nem sabia a que outro lado eles se referiam. Nem sabia que eu estava em algum lado. “Se você não está conosco está contra nós.” Eu não sabia que estar ali desde sempre, implicava uma tomada de posicionamento. “De que lado você está?” Do lado da verdade, respondi imediatamente. E me safei por pouco. Ali todos conheciam a verdade. Se alguém inadvertidamente perguntasse algo a mais sobre a verdade, estaria se expondo no mínimo ao ridículo e no máximo ás conseqüências. A verdade não deixa dúvidas.
“Como você pode estar calado? Fale sobre o outro lado” – e tive de dizer do que não conhecia. Como eu poderia não ter estado do outro lado se todos estavam convencidos de minha peregrinação? Eu só podia ter estado neste outro lugar. A maioria sempre sabe mais que um só, os outros sempre sabem mais do que eu. É assim desde que nasci. Aliás, foi exatamente a mesma coisa: todos sabiam que eu nasceria antes que eu soubesse que iria nascer. Quando me dei por conta, já estava nascido e sendo alimentado pelos outros, que me diziam o que fazer. Isso faz tempo.
O outro lado é uma escuridão brilhante, uma revelação cega – comecei. O silêncio das expectativas me atordoava e me encantava. Do nada surgiram as palavras que passei a proferir. Todos me ouviam. Todos sabiam do que eu estava falando. Todos conheciam a verdade do outro lado, a vontade superior, a vingança limpa. Disseram que eu era capaz de conhecer, quando, na verdade, somente dava ao público atento uma possibilidade de revelarem a si próprios, de externarem a verdade coletiva que brotava. Nunca precisei saber do outro lado. Ele está entre nós no vácuo dos significados, na ausência do palpável, no caos sábio.
Queriam saber do outro lado e deixavam por instantes de seus afazeres e tarefas. O outro lado surgia quando a massa se juntava e moldava sua história pelo vazio de minhas palavras. E a cada dia estavam mais perto do outro lado. Até que eu não consegui me livrar da terrível tarefa e, pior ainda, não via hora de encontrar a multidão para que ela me ensinasse sobre o outro lado. Comecei a fazer perguntas, sem medir as conseqüências. Todos queriam sinais. Eu precisava dos anseios públicos para fazer verdade minhas palavras, eles queriam a saciedade. Até que um dia gaguejei e todos gaguejaram. Duvidei e duvidaram. Tive de respirar fundo responder o que não sabia. Todos suspiraram aliviados. Éramos um só.