DOUTORADO

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quinta-feira, janeiro 19

Conference Presentation: From Sambista to Song: what an unpublished 86-year old sambista reveals about songwriting. (06/01/2017)

Conference Presentation: From Sambista to Song: what an unpublished 86-year old sambista reveals about songwriting. (06/01/2017): Leandro Maia, Bath Spa University From Sambista to Song: what an unpublished 86-year old sambista reveals about songwriting.



In: www.leandromaia.com.br



BFE/RMA Presentation


2017
started with good vibes and hard working. Between January 5th and 7th I
had the honour of presenting a paper related to my thesis at the School
of Music and Performing Arts, Canterbury Christ Church University, UK
during the BFE/RMA Research Students’ Conference: Exploring Musical
Practice.


2017
começou com tudo. Logo no início do ano tive a honra de participar da
Conferência do Fórum Britânico de Etnomusicologia e da Real Academia de
Música
organizado pela Canterbury Christ Church University. Título
do trabalho: Da Sambista à canção: o que uma inédita sambista de 86 anos
revela sobre composição de canções. Estou falando sobre a maravilhosa
Dona Conceição, da cidade de Pelotas/RS, que já compôs mais de mil
sambas.


Leandro Maia, Bath Spa University 
From Sambista to Song: what an unpublished 86-year old sambista reveals about songwriting. 
This
work presents songs by the Brazilian songwriter Conceição Teixeira
(1930-) in the context of the research ‘Poetics of song:
songwriting habitus in the creative process of Brazilian songwriting’.
Having composed more than one thousand sambas without receiving formal
music education, Teixeira offers an extraordinary opportunity to
approach the creative process regarding aspects such as informal
learning, intuition and tacit knowledge. Considering the inherent
interdisciplinarity of the popular song genre, the research on
Teixeira’s songs combines ethnography and song analysis to understanding
how a songwriting habitus is manifested through the identification of
music dispositions found in her work. 
The
presentation is characterised by a 20-minute recital-lecture in solo
performance (voice, percussion and guitar) including a demonstration of
the transcreational procedures used in the translation of songs. The
reasons behind this innovative format are related to the opportunity of
joining music performance, music analysis and field research reports
into the same presentation, avoiding separation between theory and
practice. The possibility of having the feedback and real-time
participation of the audience in a dialogical perspective offers
additional motivation for this proposal.


presentation canterbury 

Biography: Singer, songwriter and senior lecturer at Universidade Federalde Pelotas (UFPEL/Brazil). Leandro Maia has released the albums
Palavreio (2008), Mandinho (2012) and Suite Maria Bonita e Outras
Veredas (2014) and has written music for theatre, dance and movies.
Awarded as the best singer in 'Premio Brasil-Sul de Música' (2013) and
'Premio Açorianos de Música' (2015), Leandro was granted with the first
'Prêmio Ibermúsicas' for popular song composition, conceived by the
Organization of Ibero-American States (2014-2015). He is currently a PhD
candidate in Songwriting at Bath Spa University with research funded by
the Capes Foundation/Ministry of Education of Brazil. 
Session: 5A: Creative Process 
Keywords: Samba, songwriting, creative process, lecture-recital

sexta-feira, outubro 28

sábado, novembro 2

Canção por um Triz - texto convite para o Núcleo de Estudos da Canção

Canção por um Triz

            Há  alguns bons anos venho me debatendo, batendo, lendo, cantando e fazendo canção brasileira. Tenho uma teoria íntima a respeito desta nossa forma tão querida de versar sobre a vida, que é mais ou menos assim: se a sinfonia é alemã, a ópera é italiana, a poesia é francesa, o romance é russo e os contos são americanos, a canção é brasileira.  Digo isto sem medo de incorrer em falso testemunho. Junte-se a isso a nossa tradição lírica ibérica, com a sonoridade brasileira tupi, banta e ioruba e suas respectivas visões de mundo, e teremos uma língua de rica sonoridade, grande conteúdo reflexivo, equilíbrio entre vogais, consoantes, nasalidades e vocalizações diversas. Além disso, junte a tradição percussiva e dançante africana e toda imigração europeia, asiática, moura e do oriente médio, além do diálogo com outras culturas americanas, sejam do norte, Caribe, ou Conesul. Paremos por aqui, ainda sem citar a nossa própria tradição cancionista, tão rica, vasta e diversa.
            Muito já escreveu sobre canção, embora ainda pareça muito pouco. Parece menos ainda quando nos deparamos com trabalhos como TRIZ,  que  André Mehmari, Chico Pinheiro e Sérgio Santos nos apresentam em parceria com o Departamento de Difusão Cultural da UFRGS, Núcleo de Estudos da Canção  e o patrocínio da Natura Musical. Este trio, na verdade, é a reunião de uma constelação de alguns dos maiores nomes da música brasileira da atualidade, em diferentes matizes: canção, música instrumental e música erudita – como se fosse possível fazer esta separação hoje em dia.  E é disto que se trata estre trabalho, de uma reunião de artistas de grande quilate, sem preocupação em algemar as criações neste ou naquele gênero.
Em todo o disco, aparecem apenas duas canções com letra, curiosamente intituladas “Sim” e “Não”. E agora? É canção? É música instrumental? Sim ou Não? Aqui, sim, um debate que parece fadado ao fracasso. Isto porque se entendemos canção como uma peça musical feita com letra e música em palavras que contam uma história com início, meio e fim, nosso conceito de canção já era. E, por outro lado, se entendemos música instrumental como uma derivação de “música pura”, aquela que prescinde da voz humana, por um triz deixa de ser música instrumental, pois TRIZ é pleno de vozes, vocais, vocalizações sem palavras. Aliás, melodias plenamente cantáveis, em extensão vocal confortável, plenamente adequadas para a voz humana – aliás como muitos temas “instrumentais”, do choro de Pixinguinha aos tangos do Piazzolla. Difícil dizer que não é canção, em minha modesta opinião. Mas são canções sem palavras. Canção de melodia e voz. Já tentaram letrar “Libertango” do Piazzolla? Convenhamos que seria um sacrilégio. O mesmo ocorre com as canções do Triz. Uma palavra mal posta pode complicar a intricada arquitetura que ali se apresenta, fechando em um significado determinado que não é necessário. Por outro lado, a palavra bem posta abre diversos mundos. Tem uma pesquisadora, a Janete El Haouli, que chama isto de “voz-música”, ou seja, a voz que não se deixa aprisionar pelas palavras. Acho que é um bom ponto de partida.
Como cancionistas que não aceitam as fronteiras cada vez mais falsas entre música erudita e música popular, entre canção e música instrumental, estamos aqui com um belo problema por resolver e contemplar. Aliás, não sei se é intencional por parte de André, Chico e Sérgio, mas curiosamente andei “googlando” por aí e vi que TRIZ também é a sigla de Teoria Rechenia Izobretatelskih Zadatchi, que em russo significa Teoria da Resolução de Problemas Inventivos. Que os problemas inventivos sigam apontando belos caminhos para a música brasileira.

Leandro Maia.


Sobre o TRIZ:

http://www.youtube.com/watch?v=ZHy5egQpB84



domingo, novembro 20

Matéria no Estadão sobre Canteiro

Mehmari em letra e canto

Pela primeira vez, André Mehmari lança CD duplo inteiramente dedicado à canção

20 de novembro de 2011 | 7h 00

Lucas Nobile - O Estado de S.Paulo
Hermeto Pascoal diz que "um instrumentista não pode ser instrumento de seu próprio instrumento". André Mehmari é um dos maiores sabedores disso em sua geração. As 88 teclas do piano nunca o limitaram e ele sempre as usou a serviço da emoção e da originalidade. Consagrado no campo da música instrumental, aos 34 anos, ele lança o disco duplo Canteiro, um trabalho autoral dedicado à canção.
Além do piano. Compositor toca violão, viola, violino, acordeom, charango e contrabaixo - Zeca Wittner/AE
Zeca Wittner/AE
Além do piano. Compositor toca violão, viola, violino, acordeom, charango e contrabaixo
Mehmari, que sempre compartilhou alumbramentos por meio de melodias e harmonias, tem, enfim, temas revestidos de versos e vozes. O que já fora revelado de modo mais tímido - em Eternamente (parceria com Rita Altério) e O Voo da Bailarina (com Cristina Saraiva), no disco Piano e Voz (2005), de Mehmari e Ná Ozzetti -, aparece agora inteiramente com o compositor criando músicas que receberam letras e canto de parceiros e intérpretes, respectivamente.

"Eu venho compondo há um longo tempo. Esse lado de cancionista se intensificou nos últimos três, quatro anos. A canção sempre esteve amalgamada à minha produção instrumental. Eu já naveguei muito neste universo e quero investir nesse cancioneiro, que é a grande riqueza do País. Penso em uma continuidade, um Canteiro II", diz Mehmari.

Nas 30 faixas do disco, ele conta com parceiros, intérpretes e instrumentistas com estilos bem diferentes entre si, passando por diversos gêneros musicais, como bossa nova, valsa, frevo, fado, baião, entre outros.
No álbum, Mehmari assina parcerias com Carlos Fernando (À Beira da Canção e Insisto), Tiago Torres da Silva (Apenas o Mar e Meia Lágrima), Sérgio Santos (Baião de Reza, Última Valsa e Vento Bom), Bernardo Maranhão (O Cântico dos Quânticos, Cruce, Desalvorada, Amor da Terra, Pra Amada Imortal e Festa dos Pássaros), Silvio Mansani (Clara e Florbela), Makely Ka (Guardar), Rita Altério (Ida e Volta), Simone Guimarães (Ninguém Compreende), Luiz Tatit (Brilha o Carnaval, Tentar Dormir e Modular Paixões), Arthur Nestrovski (Viagem de Verão), Leandro Maia (Valsa Russa, Sal Saudade e Luzidia).

Além das tabelinhas - em 80% das vezes tendo a música como ponto de partida, ganhando versos depois -, Mehmari também se revela completo, compondo sozinho em Velha Inquietude.

O disco não nega a tradição europeia, mas é essencialmente brasileiro. Com uma estética bem definida, Canteiro tem a maioria de suas faixas imagéticas e cinematográficas, literalmente bem amarradas por um fio condutor. Literalmente, porque Mehmari liga algumas músicas por um som proposital conseguido pela região mais aguda do acordeom.

Outro ponto interessante em Canteiro é o fato de Mehmari tocar diversos instrumentos em várias faixas do disco. Não que o piano tenha ficado pequeno para ele. Trata-se de uma opção, com o compositor gravando em alguns momentos violão, flauta, acordeom, rhodes, viola, violino, contrabaixo e fazendo também programações de bateria.

Além, obviamente, de assinar os arranjos, Mehmari é responsável pela gravação, mixagem e masterização do disco, graças às facilidades de ter um ótimo estúdio montado em casa.

"Eu quis buscar a simplicidade e deixar a canção falar mais alto. Por isso a escolha de tocar instrumentos nos quais eu não tenho a mesma facilidade que tenho no piano. Se este disco fosse gravado por uma orquestra profissional, teria outro som. Comigo tocando vários instrumentos, com o meu jeito 'errado' de tocar, como em Valsa Russa, a gente tem o som como se fosse de uma orquestrinha idiossincrática", comenta Mehmari.

Canteiro também conta com instrumentistas de grande respeito, como Sérgio Reze, Neymar Dias, Teco Cardoso, Hamilton de Holanda, Luca Raelle, Chico Pinheiro, além de participação estupenda da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba, no frevo Brilha o Carnaval, no qual Mehmari "quis dar enfoque à sua caneta de arranjador".

No disco, alguns dos compositores cantam seus próprios temas, como Sérgio Santos, Silvio Mansani, Simone Guimarães, Leandro Maia e Luiz Tatit. Canteiro tem ainda gravações de intérpretes de peso, como Mônica Salmaso (Apenas o Mar e Modular Paixões), Ná Ozzetti (Festa dos Pássaros), Jussara Silveira (Viagem de Verão), o argentino Carlos Aguirre (Cruce) e o português Antonio Zambujo (Meia Lágrima).
Outra novidade do álbum é Mehmari cantando. Ele, que já havia dado demonstrações de sua voz, assume o papel de intérprete em oito faixas do CD. Com o ano terminando, Canteiro deve chegar aos palcos apenas em 2012, tendo como benefício a possibilidade de ser apresentado em diversas formações.

André Mehmari - CANTEIRO CD 2 (trechos/samples)

André Mehmari - CANTEIRO CD 2 (trechos/samples)

André Mehmari - CANTEIRO CD 2 (trechos/samples) by André Mehmari

quarta-feira, outubro 12

Participação no CD "Canteiro", de André Mehmari

Um orgulho enorme participar deste trabalho.

Temos três parcerias gravadas neste grande disco, músicas do André Mehmari com letras minhas:

- Sal, Saudade (Mehmari/Maia) - Homenagem a Dorival Caymmi. Leandro Maia (violão), André Mehmari (voz)
- Luzidia - Leandro Maia (violão e voz), André Mehmari (piano), Neymar Dias (contrabaixo).
- Valsa Russa - Leandro Maia (voz), André Mehmari (piano, violinos, viola, flauta, flautim, percussão, celesta, e mais um monte de coisas....) Confiram no Vídeo!!!







É possível baixar as letras e partituras no site do André Mehmari: www.andremehmari.com.br

http://www.andremehmari.com.br/new/paginas/frameset%20novidades.html




Letras em http://www.andremehmari.com.br/new/IMAGENS/canteiro%20especial/Mehmari_Canteiro_Letras.pdf

quarta-feira, junho 22

POÉTICA DA CANÇÃO - DIA 29 DE JUNHO - 19:30 - no Conservatório de Música da UFPEL

Leandro Maia ministra palestra sobre composição e análise de canções: A ação integra o projeto Palavreio, financiado pelo Procultura


Com o título “POÉTICA DA CANÇÃO BRASILEIRA”, Leandro Maia aborda a canção popular brasileira por dentro, analisando as relações existentes entre letra e música a partir de sua vivência como compositor e educador.

Tendo como base o trabalho “Quereres de Caetano: da canção à Canção”, defendido como dissertação de Mestrado em Literatura na UFRGS, Leandro Maia comenta gestos composicionais de adequação entre melodia e texto, apontando características da linguagem da canção, procedimentos de análise e fundamentos para a interpretação musical.

Público alvo: cantores, compositores, letristas, poetas, jornalistas, estudantes, educadores e interessados.




Sobre Leandro Maia

Cantor, violonista e compositor. Mestre em Letras - Pós Graduação em Literaturas Brasileira, Portuguesa e Luso-Africanas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com a dissertação Quereres de Caetano: da canção à Canção, 2007. Especialista em Letras - Práxis da Criação Textual, no Centro Universitário Ritter dos Reis, com a monografia A palavra-canto é uma ponte, 2004. Licenciado em Música, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o trabalho de conclusão O professor de música no trânsito entre dois mundos, 2002. Prêmio Açorianos – Revelação e Troféu RBS Cultura pelo Cd-Livro “Palavreio”. Vem realizando palestras e conferências no Brasil e no exterior sobre o tema ‘Poética da Canção’, palestra-show que já foi apresentada em diversos eventos e universidades do exterior, junto ao Foro Latinoamericano de Educación Musical (FLADEM) e Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM).
Também atua como regente, arranjador e compositor para formações corais, com ênfase em coros juvenis, tendo participado de coletâneas como Música Brasileira para Coro Juvenil (Funarte, 2010), além de ter arranjos selecionados para o Festival Internacional de Coros de Belo Horizonte. Seus trabalhos são cantados por grupos vocais de todo o Brasil.
Lançou “Palavreio”, seu Cd-livro de estréia, considerado um dos dez melhores discos brasileiros de 2008 (Jornal Zero Hora, 16/12/2008 e ABC Domingo, 28/12/2008), vencedor do Troféu Açorianos de Música, categoria Relevação e Troféu RBS Cultura, Menção Honrosa.
Reside em Pelotas, Rio Grande do Sul, onde se dedica ao trabalho artístico, à produção cultural e à docência junto à Universidade Federal de Pelotas, no curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância.







Fotos: Unimúsica-UFRGS-2009 - Série Cancionistas

segunda-feira, outubro 19

Onde achar o Palavreio

Onde Encontrar o CD Palavreio
A lista abaixo indica as lojas que compraram este CD recentemente. Entre em contato com a loja para garantir que o CD ainda está em estoque.



- Todo o Brasil


FNAC - Tel: (11)3097-0022
Submarino - novo - Tel: ( 11)2199-8888
DF - Brasília


Livr. Cultura - Brasilia - Tel: ( 61)3410-4033
RJ - Rio de Janeiro


Liser - Tel: 21 2263-4974
RS - Porto Alegre


Liv. Cultura RS(Ode) - Tel: ( 51)3028-4033
SP - Campinas


Livraria Cultura - Campinas - Tel:
SP - São Paulo


Centro Cultural Banco do Brasil - Tel: ( 11)31133654
Liv.Cultura - Market Place - Tel: ( 11)3474-4033
Livraria Cultura - Bourbon Shopp Pompeia - Tel: ( 11)3868-5100
Livraria Cultura - Paulista - Tel: ( 11)3170-4033
Livraria Cultura-Vil - Tel: ( 11)3024-3599
Livraria da Vila - Lorena - Tel: ( 11)3062-1063
Livraria da Vila - Shopping Cid Jardim - Tel: ( 11)3755-5811

terça-feira, agosto 4


Amigos, vai ser um belíssimo show no Salão de Atos da UFRGS. Não dá pra não ir: tem uma baita produção, a entrada é praticamente de graça e podem ser feitas reservas pela internet: http://www.difusaocultural.ufrgs.br/agendamento/ Agradecerei muitíssimo se repassarem aos seus contatos, repassando aos seus melhores amigos. Um abração ou um beijo grande Leandro Maiawww.myspace.com/palavreiopalavreio.blogspot.comhttp://www.buzinadogasometro.com.br/


domingo, abril 5

Zero Hora - 1º de Abril de 2009 - Renato Mendonça comenta o Unimúsica

MÚSICA
De olho na canção
Arnaldo Antunes abre o projeto Unimúsica 2009

Arnaldo Antunes abre a série Cancionistas, do projeto Unimúsica 2009, com um debate, hoje, e um show, amanhã (os ingressos para o show já estão esgotados). Depois dele, a série tem programado até novembro apresentações de Fred Martins, Daniel Drexler, Kristoff Silva, Leandro Maia, Kassin + 2 (com Domenico Lancelotti e Moreno Veloso), Richard Serraria e Lenine. Mas a principal atração será a canção.Essa legião de cancionistas, convocada em lugares tão distantes como Rio, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Uruguai, terá a tarefa de mostrar que a canção não é apenas uma obra de música popular mais lenta, às vezes romântica, com letra “difícil”. Na definição do músico e pesquisador Luiz Tatit, o cancionista na verdade é um equilibrista, entretido no desafio de fazer letra e melodia se complementarem e se reforçarem, tomando emprestado da fala cotidiana inspiração, inflexões, termos e ritmo. Além de shows, o Unimúsica prevê oficinas com artistas e debates com Carlos Sandroni, Guilherme Wisnik e Francisco Bosco.Um dos exemplos clássicos da integração letra e melodia está em Beatriz, de Chico Buarque e Edu Lobo. Embora Chico negue que tenha tido essa intenção, alguns de seus versos são a mais perfeita tradução do que significa uma canção: uma nota aguda da melodia coincide com “Se ela dança no sétimo céu”, enquanto um tom grave marca “Me ensina a não andar com os pés no chão”. As melodias de Gilberto Gil durante a Tropicália, liquidificando ritmos, pífaros e Beatles, podem ser entendidas como reflexo de uma sociedade que se modernizava rápida e brutalmente. Outro exemplo brilhante é a melodia escura de Sinal Fechado, de Paulinho da Viola, que ilustra o diálogo entre dois amigos engarrafados na vida e na rua.
Os nomes que estarão no palco do Salão de Atos da UFRGS também seguem essa receita – cada um a sua maneira, como devem fazer os cancionistas de verdade. Arnaldo já passeou pelo rock do Titãs e pelo pop dos Tribalistas. Daniel Drexler segue a trilha de seu irmão famoso e oscarizado, Jorge, assumindo que a bossa nova pode conversar com a murga (ritmo carnavalesco uruguaio). Em seu primeiro e ótimo CD, Palavreio, Leandro Maia entremeou canções com poesia. Talvez tudo se resuma aos versos de Samba e Leveza, parceria entre Lenine e Chico Science: “Foi na leveza / Só sentimento / E me entregou suas palavras / Como quem dava um pedaço”.
RENATO MENDONÇA
A PRIMEIRA ETAPA DO PROJETO
Hoje, a partir das 19h – Arnaldo conversa sobre a Canção com o escritor e professor Luís Augusto Fischer no Salão de Atos da UFRGS (Avenida Paulo Gama, 110). A entrada é franca, e a sala estará aberta a partir das 18h.
Amanhã, às 19h – O artista faz show no Salão de Atos da UFRGS. Os ingressos se esgotaram na segunda-feira.

segunda-feira, janeiro 5

TEXTO DE LUÍS AUGUSTO FISCHER SOBRE O PALAVREIO

23 de dezembro de 2008 | N° 15828

LUÍS AUGUSTO FISCHER

  • Palavra, som, canção

    No princípio dos tempos, quer dizer, um século atrás, a canção era apenas uma forma de participar da conversa pública dizendo com melodia as coisas que era possível ou cabível dizer: cantar o amor, cantar o desamor (tão importante quanto), falar mal dos outros, tirar sarro de alguém, insinuar o que não cabia dizer com todas as letras. Tudo isso cabia na canção, nesse começo, que de certa forma pode ser ainda mais remoto, digamos que lá pelo mundo medieval: cantigas de amor, cantigas de amigo, cantigas de malidizer.

    Mas é certo que cem anos atrás essa brincadeira tomou forma mais nítida, e começou a atrair outros compositores, mais afinados com uma novidade de arromba: a gravação. Aliada com o teatro de variedades e canção já estava; agora, ela ganhava o estatuto de produto de mercado. Produto cultural, com toda a ambigüidade que a junção deste substantivo com este adjetivo implica: é coisa que se vende, e portanto o sucesso está na proporção direta da facilidade massificadora, e é coisa que raia pelo sublime, e portanto pode sobreviver ao tempo, como qualquer arte.

    O tempo passa e essa mistura de palavra e som desenvolve uma trajetória de excelência em nosso país (e não só nele). A canção deixa a vida para entrar na história, incluindo a história universitária. E aí aparecem novos cancionistas, agora autoconscientes. Quando começou este passo? Nos anos 60, com os festivais, na invenção da MPB.

    Dessa tradição provém Palavreio, CD de Leandro Maia, lançado faz pouco. Compositor deste nosso tempo, ele sabe que está lidando com uma forma com história intensa, densa; sabe e promove em seu disco uma repassada por vários gêneros e estilos, sempre aliando invenção musical com invenção poética. Por isso, o CD tem um encarte que é um pequeno livro, que não se limita a trazer as letras cantadas; também por isso o CD, que se deixa ouvir como se fosse mero pano de fundo musical, proporciona outra escuta, atenta, focada, como se exige de um livro ou de um concerto; por isso, enfim, é um CD precioso, que dá e comenta música e poesia, a canção.

Palavreio entre os 10 melhores discos brasileiros de 2008!!

quinta-feira, março 27

Encontro do FLADEM - 1º a 5 de maio - Foro Latinoamericano de Educación Musical

Olha só que bacana: entre final de abril e início de maio estarei representando o Brasil no Encontro do Fladem. Minha proposta "Poética de la canción brasileña" foi aceita e constará na programação como um dos cursos oferecidos aos professores de música de toda América-Latina. O Evento ocorrerá em Mérida, México, entre os dias 1º e cinco de maio. Minha ida será bancada pelo Ministério da Cultura, através do edital de difusão cultural e intercâmbio. Vamos tratar, neste curso, sobre a utilização da canção como linguagem, explorando suas potencialidade na sala de aula.

segunda-feira, março 17

FLADEM – FORO LATINOAMERICANO DE EDUCACIÓN MUSICAL

Título del taller
Cancionística: Poética de la canción brasileña (taller-concierto)

Presentación o copete
Comprensión de la canción como un fenómeno de características interdisciplinarias, favorable a la creación y el análisis musical, textual y lingüística. Una excelente manera de conocer la cultura brasileña, donde la canción popular es una forma de pensamiento.

Nombres y apellidos
Leandro Ernesto Maia

Títulos que posee
Maestro en Letras: Literaturas Brasileña, Portuguesa y Luso-africanas (UFRGS);
Especialista en Letras: Praxis de la Creación Textual (Uniritter);
Licenciado en Educación Artística, Hab. Música (UFRGS);
Músico, profesor y cantautor.

Institución a la que representan y/o pertenecen
Fórum Permanente de Música do RS (GT-Formação)
Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre

Objetivos del Taller
El objetivo de este taller es proporcionar un estudio cancional de profundidad, utilizando instrumentales teóricos provenientes de las áreas de Música y Letras, teniendo en cuenta "la canción" como un género en sí, que tiene interfaces con la literatura y con la música al mismo tiempo que se muestra independiente y difícil de clasificar.
Este trabajo se organiza a partir de la creación de una metodología propia, que propone dos puntos de vista analíticos llamados Intramelódico-textualidades (aspectos intracancionales) y Extramelódico-textualidades (aspectos extracancionales). La primera se refiere a la relación interna de los elementos presentes en la canción como texto, melodía, ritmo, armonía, arreglos y la interpretación: la conexión, en sí, entre letra y música en la producción de un discurso cancional. La segunda, considera la presencia de elementos implícitos y explícitos que sean externos a la canción: la relación de una cancón con otras canciones, con la tradición poética Luso-brasileña y de América Latina, la presencia de elementos intertextuales y la posibilidad de diálogo con los elementos de el arte, de la cultura y de los conocimientos derivados de un cuidadoso proceso de la lectura y escucha.

Fundamentación de los aportes del taller al tratamiento de la problemática de la educación musical:
Aunque grande parte de las acciones en educación musical se desarrollen a partir de la utilización de canciones en su repertorio, el estudio de la poética de la canción es bastante reciente en la academia. Componer, cantar, escuchar o estudiar una canción arrolla y desarrolla una gama de habilidades y conocimientos musicales, textuales y lingüísticos. Este taller tiene por base la investigación “Quereres de Caetano: da canção à Canção”, tesis de maestría de Leandro Ernesto Maia, que sistematiza aportes de la musicología y de la teoría de la literatura – además de su experiencia como cantautor, profesor y director de coros de jóvenes – que sean aplicables a la enseñanza.

Aprendizajes que se espera favorecer a partir de la acción y la reflexión:
A partir del estudio de la poética de la canción – que arrolla gestos compositivos desde la “pintura de palabras” y el “paralelismo semántico” hasta el arreglo, armonía, interpretación y ritmo – provocar un proceso activo de escucha musical calificada, que contemple la totalidad de la obra (letra y música). Propiciar un abordaje creativo e imaginativo de la canción, incentivando su utilización en clases y talleres. Compartir un poco de la cultura brasileña, comprendiendo la importancia que la canción he logrado en Brasil y en la identidad de su pueblo.

Cantidad de participantes:
Mínimo: 05 Máximo: 150

Breve descripción de las acciones:
Realización de encuentros en forma de taller-concierto para educadores musicales e interesados. Exposición dinámica de aportes teóricos del estudio de la canción en Brasil. Métodos de análisis de la canción. Comprensión de la importancia de la canción para la cultura brasileña y latinoamericana.

Características (deseables) del espacio a utilizar:
Espacio amplio y agradable con buena iluminación y acústica.

Materiales tecnológicos requeridos:
Reproductor de CD-R/MP3
Multimedia compatible con Notebook;
Teclado o piano (si hay)
Micrófonos y amplificación para guitarra (si necesario)

Materiales (de consumo) requeridos
Fotocopias para los participantes;

Recursos que aportarán los responsables
Notebook;
Discos;
Guitarra;
Partituras y letras;

Duración:
2 jornadas de 2 horas = total 4 horas
(El taller, por criterio de FLADEM o la programación del encuentro, puede ser extender hasta 8 horas)

domingo, setembro 2

Retorno - mestre da canção

É isso aí, minha gente. Andei meio afastado, encaramujado, desengonçado, esgualepado. Entre o último show - dia 17/06 - e hoje muita coisa rolou:

* ME TORNEI MESTRE!!! Defendi dissertação dia 30/07: Quereres de Caetano: da canção à Canção. Gracias aos meus ilustres orientadores Dr. Luís Augusto Fischer e Dr. Celso Loureiro Chaves. Na banca nada mais, nada menos do que Maria do Carmo Campos - ensaísta, professora e poetisa - e Luiz Tatit - o semiótico da canção, compositor importantíssimo. Não dá pra descrever a experiência aqui. Estou revisando a dissertação e logo ponho no ar pra quem quiser conferir a loucura. Por enquanto, o resumo:

RESUMO





O Quereres, de Caetano Veloso, é a sétima faixa do disco Velô, de 1984. O objetivo desta dissertação é analisar esta obra utilizando instrumentais teóricos provenientes das áreas de música e de letras, considerando-se “Canção” como um gênero próprio que possui interfaces com a literatura e com a música, ao mesmo tempo em que se revela autônomo e de difícil categorização. Este trabalho está organizado a partir do estabelecimento de dois principais pontos de vista analíticos, denominados aqui de Intramelódico-textualidades e Extramelódico-textualidades. O primeiro trata da relação interna dos elementos presentes na canção tais como texto, melodia, ritmo, harmonia, arranjo e interpretação: a conexão, propriamente dita, entre letra e música na produção de um discurso cancional. O segundo, pondera a presença implícita e explícita de elementos externos a O Quereres: sua relação com outras canções, sua relação com outros autores, com a tradição poética luso-brasileira, a presença de elementos intertextuais e a possibilidade de diálogo com elementos da arte, da cultura e do conhecimento suscitados a partir de um atento processo de leitura-escuta. Busca-se, assim, um procedimento analítico que contemple a integridade da obra que conhecemos como “canção”, evitando a separação entre letra e música. Realiza-se, “de viés” uma abordagem que utiliza O Quereres como um ponto chave de recorte na obra de Caetano Veloso, uma lente que nos auxilia a compreender a poética deste compositor que considera a canção como uma forma bastante peculiar de se pensar à moda brasileira.









PALAVRAS-CHAVE: Canção – Análise Musical – Crítica Literária – Caetano VelosoABSTRACT



The song O Quereres, by Caetano Veloso, is the seventh track of the Velô record, of 1984. The objective of this work is to analyze this piece using theoretical instruments that partake from the areas of music and letters. It considers “song” as a proper genre with interrelations between literature and music, while at the same time demonstrating autonomous and difficult aspects. This work is organized on the establishment of two main analytical points of view, called here intermelodic textualities and extramelodic textualities. The former argues for the internal relation of the elements included in the song such as text, melody, rhythm, harmony, arrangement and interpretation, and the connection between text and music in the production of a “song” speech. The latter ponders on the implicit and explicit presence of external elements in O Quereres, its relation to other songs, other authors, and to the luso-Brazilian poetical tradition, as well as the presence of intertextual elements and the possibility of dialogue within elements of art, culture and knowledge in a reading-listening process. The aim of this project was to formulate an analytical procedure that will respect the integrity of the work of art known as “song”, preventing the separation of its elements between text and music. In this work, the song O Quereres is used as a means of understanding the poetics of Caetano Veloso, who considers the song as a peculiar form of the Brazilian way thinking.









KEY-WORDS: Song – Musical Analysis – Literacy Criticism – Caetano Veloso

segunda-feira, março 5

CANÇÃO "DIA DE AVALIAÇÃO (DDA)" É CITADA EM DISSERTAÇÃO ACADÊMICA

É isto mesmo. A canção "Dia de Avaliação", sigla de DDA é citada na dissertação "TEIA DE SIGNIFICADOS DAS PRÁTICAS ESCOLARES:TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE (TDAH) E FORMAÇÃO DE PROFESSORES" da pesquisadora Maria da Graça Faustino Reis, defendida na PUC de Campinas em 2006.

A canção foi apresentada para banca examinadora e é citada como epígrafe do terceiro capítulo, página 57. Na página 156 é transcrita toda a letra, com comentários.

O trabalho pode ser conferido

Vale à pena!

Ouça "Dia de Avaliação (DDA) em
www.tramavirtual.com.br/leandro_maia