terça-feira, novembro 16

Feira da Música do Sul 2010

Leandro Maia fará parte de um dos painéis da Feira da Música do Sul que acontece de 17 à 20 de novembro na Casa de Cultura Mário Quintana.
A Feira da Música do Sul 2010 chega a sua segunda edição ratificando sua vocação para criar e promover uma diversidade musical. Um espaço para múltiplas atividades ligadas a toda cadeia produtiva da música, tendo uma grande importância na cena da música brasileira, além de ser uma oportunidade de encontro entre os trabalhadores desta rede, grande geradores de empregos e de renda.
Concentrar pensadores, negociadores e articuladores do setor musical para promover a abertura e a ampliação dos mercados regional, nacional e internacional, e para propiciar o desenvolvimento de atividades de qualificação profissional para músicos, produtores e demais agentes do setor. Reunir para agregar, qualificar para empreender. Estes são os focos da Feira da Música do Sul 2010, elaborados a partir de crenças e experiências como frequentadores de feiras internacionais - tais como o Midem, a Womex, o SXSW e a Popkomm - e nacionais como a Feira da Música de Fortaleza, o Mercado Cultural, a Feira da Música Brasil, o Porto Musical e a Brazil Central Music.
A realização da Feira da Música do Sul 2010 se justifica na medida em que visa contribuir para o processo de articulação e organização entre os agentes da cultura do estado, do Brasil e do Mercosul, a fim de incentivar o grande potencial econômico que possui esta cadeia produtiva a partir da Integração Cultural. Além disto, os efeitos positivos dos investimentos culturais, do intercâmbio cultural, incidem diretamente na auto-estima e na qualidade de vida da população.
Leandro mediará o Painel sobre Educação Musical das 13h30min às 15h30min do dia 20 de novembro. Confira programação completa dos painéis clicando no link:
http://www.feiradamusicadosul.com.br/programacao.php?filtro=3

sexta-feira, novembro 5

Show de Ivans Lins com participação de Leandro Maia


Compositor e músico de primeira linha, Ivan Lins lança no dia 17 de novembro, no Teatro do Bourbon Country, o cd Perfil. Composto pelos maiores sucessos ao longo dos anos, o volume especial da série foi totalmente regravado com músicas baseadas em arranjos originais – sugestão do próprio intérprete. A apresentação na Capital conta ainda com os convidados especiais Geraldo Flach e Leandro Maia.

O artista celebra este ano quatro décadas de carreira, marcado por sua participação no V Festival da Canção, onde se classificou em 2º lugar com o sucesso "O amor é o meu país", e do seu álbum de estréia intitulado Agora, em 1970.

No show, Ivan Lins convida o público para uma nostálgica viagem musical por clássicos de sua composição, como Madalena, Começar de Novo, O Amor É o Meu País e Dinorah, Dinorah, entre outros sucessos que marcaram a história da música brasileira. Além disso, o público será presenteado com novas canções que farão parte de seu mais novo trabalho de inéditas: Íntimo. O novo trabalho só será apresentado completamente ao público a partir do ano que vem, mas os gaúchos terão a oportunidade de conhecer em primeira mão algumas faixas do novo álbum.

Ivan Lins e o CD Perfil
Compositor e músico, Ivan Lins pode se orgulhar não apenas de, ao longo de sua carreira, ter constantemente registrado sua importância na história da música popular brasileira, mas também de ter contribuído para levar a cultura do nosso país para o resto do mundo. Entre os admiradores e intérpretes de suas canções, estão as musas do jazz Ella Fitzgerad e Sarah Vaughan, Jane Monheit, Sting e Barbra Streisand, além de assinar, no cenário nacional, sucessos interpretados por nomes como Elis Regina, Gal Costa, Emílio Santiago, entre outros.

O CD Perfil – Ivan Lins é o mais novo volume da série de coletâneas que reúnem os maiores sucessos de grandes nomes da música. No repertório do CD, estão presentes clássicos como “Madalena”, “O Amor É O Meu País”, em um pot-pourri com “Meu País”, “Cartomante” e “A Noite”, sendo a última com participação especial de Jorge Vercillo.

Ivan Lins apareceu publicamente para a música em 1968, quando chegou às finais do primeiro Festival Universitário da Canção Popular, promovido pela extinta TV Tupi, com “Até o Amanhecer”, composta em parceria com Valdemar Correa e defendida por Cyro Monteiro. No ano seguinte, o músico carioca teve seu primeiro grande sucesso com “Madalena” (Ivan Lins / Ronaldo Monteiro), gravada por Elis Regina. A canção, que Ivan interpretou para seu álbum de estreia, Agora (1970), não podia ficar fora do Perfil, assim como “O Amor É o Meu País” (Ivan Lins / Ronaldo Monteiro de Souza), do mesmo LP. A segunda provocou polêmica ao ser lançada; sua mensagem foi interpretada de forma errônea pela esquerda, que disse que a música era alienada, escapista, por declarar amor ao Brasil na época da ditadura. Aqui, “O Amor É o Meu País” aparece em um pot-pourri com “Meu País” (Ivan Lins / Vitor Martins), do disco Awa Yiô (1993).

Composta ao lado de Vitor Martins, “Meu País” é apenas uma das muitas músicas de uma das parcerias mais marcantes na carreira de Ivan Lins. Além da canção presente no pot-pourri, o Perfil traz outras doze faixas de Ivan e Martins: “Abre Alas”, de Modo Livre (1974); “Dinorah, Dinorah” e “Somos Todos Iguais Nesta Noite (É o Circo De Novo)”, do álbum Somos Todos Iguais Nesta Noite (1977); “Bandeira do Divino” e “Cartomante”, do LP Nos Dias de Hoje (1978); “Desesperar Jamais” e “Começar de Novo”, de A Noite (1979); “Bilhete”, de Novo Tempo (1980); “Vitoriosa”, de Ivan Lins (1986); “Vieste”, do disco Mãos (1987); e “Lembra de Mim”, de Anjo de Mim (1995). Destaque ainda para “A Noite”, faixa do álbum homônimo lançado em 79, que aqui ganha a participação especial de Jorge Vercillo.





SERVIÇO


Dia 16 de novembro


Terça-feira, às 21h


Theatro Guarany


Pelotas/RS




Dia 17 de novembro


Quarta-feira, às 21h


Teatro do Bourbon Country


Porto Alegre/RS

Sete ao entardecer

O Projeto Sete ao Entardecer realizado no dia 11 de outubro na Fábrica Cultural, reuniu os Professores da UCPEL: Leandro Maia, Paulo Gaiger e Thiago Colombo. Os três artistas conheceram-se em Pelotas e perceberam os elos comuns nas perspectivas de seus trabalhos.





O concerto teve entrada franca e o público pode prestigiar Paulo Gaiger no violão e voz, Thiago Colombo no violão e percussão e Leandro Maia na voz, violão, cavaquinho, acordeón e cajón.





domingo, julho 4

SETE POEMAS DE LAMBUJA

Se eu durmo bem, componho canções. Se tenho insônia, poemas.  Eis o resultado de uma noite em claro, com poemas escritos num bloquinho do Banrisul que ganhei de regalo no "Encontros com o Professor", do Rui Carlos Ostermmann.

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I


A voz avante retumbante surge
e ruge a despalavra larva
seres vivos entre as entranhas estranhas
retorno a ser, dos anjos, matraca


Por mais que soe mofo
de vez e quando a voz vacila
e se, aos poucos, engulo
sílaba por sílaba
cada vez mais aviso:
quem quiser que siga!


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II


Se o poema se põe à mesa
como garfo e farofa
toda mesa farta é prosa
e se a certeza descongela do micro
é porque denovo acredito
que a palavra glacial supera
qualquer temperatura amena


Que o glacê graceje
e o cliché chiclete cacareje


quem depressa perdoa, que ponha os pratos da ceia
quem despreza a cereja, que escolha outra poltrona
já vai começar o programa:
Atire a primeira pessoa


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III


Quem me deu este bloquinho
como se fosse um brinde
que aguente o revide
e ouça um descalabro
toda vez que eu tiro um sarro
é em mim que dói mais


Quem me dera um bloquinho fugaz
pra dispor de algumas ideias,
mesmo feias, mesmo velhas
repetidas senão quando
é nas folhas remando
que eu afogo as mazelas


...................


IV


a mente faz barulho
quando pensa, à meia noite
a noite quieta ri
da meia-mente que tateia
enquanto o dia clareia
na mais absoluta mesmice
alguém um dia já disse
que a hora se faz a galope
toma um gole - toma um golpe
a vida faz cara feia


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V


eu desfaço tudo o que disse
dando um sorriso depois
e a porrada no vim do vivente
vira massagem no meu próprio ego
é por isso que carrego um engov antes
e um depois
que é para o caso de um dos dois
ter uma constrangite


.........................


VI


Toda felicidade dá de si
que nem alpargata de corda
e se alarga, e se acomoda ao pé mais disforme
há quem diga que a felicidade pisa forte,
mas não deixa rastro que se note.


Quando a felicidade dá o bote,
não há bota que resista
leva tempo, não insista:
a alpargata é que sabe de si.


..........................


VII
pro Gonçalo, que acordou a estas alturas


Quando o piá apita teta quer
esse tarado por mulher
me supera as artimanhas
nunca perde, sempre ganha
a atenção alheia
só não quer mulher feia a apertar-lhe as coxas
de vez em quando meio rochas das mordidas do papai
mas não grita, nem um ai, apenas se vinga na mãe,
dando beiçadas no seio,
que cala consciente

quinta-feira, maio 27

O outro lado da Rua

O Outro Lado da Rua




Uma rua. Estavam esperando para atravessar. Olharam para um lado. Olharam para o outro. Quando o pé se levantou pra pisar no meio fio passou um carrão com adesivo escrito: “Não somos aquilo que pensam que somos”. Puxa! E correndo desse jeito! Quem esse cara pensa que é? E os pés voltaram pra trás.
Esse cara quem? Homem ou mulher, velha ou nova. Era carro bom. Devia ser de bacana. Ou não. Vidro fumê. Carro tipo propaganda de tv. Olharam para um lado. Olharam para o outro. Nenhuma câmera de gravação. Não era um comercial. Mas não atravessaram.
            Carro de propaganda nunca tem ninguém dirigindo – esse devia ter. É o carrão sozinho numa estrada tri bonita bem cuidada sempre vazia que nunca passa ninguém. Havia outros pedestres por ali, portanto estava descartada a hipótese de um comercial, a não ser que todos fossem figurantes. Além disso, era uma rua, não uma estrada. “Não somos aquilo que pensam que somos”. Mas não foram até o lado oposto – que é o que se faz ao atravessar a rua – tontos com o trânsito.
            Então, o trânsito. Ai, o trânsito. Lá vem falar de segurança, responsabilidade, valorização da vida, duplicação da BR, pedágio, álcool, rigor na aplicação das leis. Falar que isso e aquilo. Não. Não é o trânsito. A placa? Ou liam o adesivo ou liam a placa. Tudo bem, só mais um automóvel em suas vidas nessa rua vaivém de mochila e chinelo de dedo, bicicleta e boné, paletó e gravata, pastinha de alça, sandália sem alça, tênis, botinha sem meia, flanelinha. Quem dirigia? Podia ser jogador de futebol. Carteira de habilitação comprada. Como se faz hoje em dia. Ou seria carro de madame? Cheirosa e antipática. Do condomínio pro Shoping do Shoping pro condomínio. E se não fosse nada daquilo. Ou fosse pra pensar que não era. Quem sabe?
            Empresário da noite. Dono de boate. Um motorista negro de luvas. Anti Seqüestro. O adesivo seria um despiste. Não sou rico – confessaria constrangido o cara com jornal aberto e palito de dente na boca. Tem carrão, mas não é o que a gente acha que é. Só pode ser bicheiro corrente de ouro. Negócio promissor, gerando emprego e renda. Tradição. Confiança. Respeito. Estabilidade. Nada de caça-níquel nem bingo – coisas que vão e vêm aos canetaços e sofrem para se estabelecer em teatros e cinemas abandonados – jogo do bicho é pra sempre. Podia ser de político. Assessor de político. Agenda. Notebook. Secretária. Celular. Coisa de primeiro escalão. Secretaria de Estado. É e não é. Ele é o responsável, mas a culpa não é dele. Fatalidades. “Não somos aquilo que pensam que somos”. Essa é boa.
Também querem ser o que não são. Todo mundo é assim. Normal. A eterna insatisfação com o que já foi conquistado. O tédio da falta de desafios. Então se busca ser o que não se é. Mero descontentamento. Mesmo não sendo o que se queria ser, já se deixa de ser o que se era pelo simples fato de não demonstrar o que verdadeiramente se é – ao mesmo tempo em que não é o que demonstra ser. É a vida. Nem tudo é o que parece.
Muito do que se pensa é dito nos veículos. “Não tenho tudo que amo, mas amo tudo o que tenho”. Esta é uma insatisfação muito mais conformada. Mais sofrida. Declaração cabeça erguida de quem já passou por muita coisa e rodou o Brasil todo para chegar até aqui – desde que o portador da frase realmente pense isso mesmo, senão corre o risco de parecer o que não é. Existe, ainda, aquele que queria ser, foi, e não quer ser mais. Tudo é passageiro. Certo ou errado, passa na roleta, desce na parada.
Já não tinham certeza se queriam atravessar a rua. Olharam para um lado. Olharam para o outro. Atravessar pra quê? O que os esperava? Será que valeria a pena? Que garantia teriam de encontrar no outro lado da rua o que buscavam? Se fosse o que pensavam que era, era certo. Mas se não fosse? Depois de atravessar, o outro lado seria este. Não poderiam encurtar o caminho? Se tudo muda, ficar parado é a forma mais rápida de se movimentar.
Mas não podiam ficar a vida toda parados só a vida toda por causa de um adesivo. Olharam para um lado. Olharam para o outro. Não somos o que pensam que somos. Nem o que não somos. E foram.

domingo, maio 2

Encontros com o Professor

Ao violão e na companhia de Pedrinho Figueiredo, o compositor Leandro Maia apresentou canções do Cd Palavreio na canja do encontro com Donaldo Schüller.

Com um sorriso largo e uma voz afinadíssima, Leandro Maia deu início a canja do Encontros com a canção Paisagens, composta, segundo ele, em homenagem a Porto Alegre.

Na letra, ele narra imagens marcantes da cidade como a ponte do Guaíba, os Jacarandás da Praça da Alfândega e a vista que se tem da Capital do alto do morro Santa Teresa. No verso final da música, se declara: "Porto parte boa do mundo, parto cedo para te encontrar".

Seguindo a apresentação, tocou Dejavú, cuja a letra fala de amor, e que, segundo ele, "é um pouco grega", porque se parece tanto com o mito de Narciso quanto com a história do deus Apolo.
Encerrando a canja, Leandro cantou Palavreio que dá título ao CD e ao show mais recente do artista.

29 de abril no StudioClio

sexta-feira, abril 23

Funarte para Coro Juvenil


Olá Pessoal!

Hoje foram publicadas (on-line) as partituras da Série Funarte para o Coro Juvenil.
Pode-se baixar as composições gratuitamente em .pdf e as gravações estão diponíveis no site também:

http://www.funarte.gov.br/portal/2010/04/20/serie-de-coro-juvenil/



Leandro Maia compôs a peça "Vida Viração" que é interpretada pelo Coro "Harte Vocal" do Rio de Janeiro.





"Vida Viração é uma obra coral construída sobre uma melodia em tom menor que lembra a tradição musical popular do Nordeste do Brasil...."

Letra:

Vida Viração
Leandro Maia

Bateu asas e voou coração
Numa estrada de poeira e paixão
Mas a vida não é verso, não é diversão
Não é cinema, não é filme de televisão
Mas a vida não é parque, não é diversão
Não é brinquedo, não é jogo de adivinhação
A vida bate sem coringa na mão
Vida é jogo, vida e sorte, não é paixão
A nossa vida é viração, a nossa vida é ilusão
A nossa vida é provação, a vida é paixão
Voa vida, voa longe

segunda-feira, abril 12

Apresentação

Eu já corri o mundo inteiro
Eu tenho pé de cantador

Me convidaram pra nascer
Me propuseram este falar
Me obrigaram a crescer
E esquecer do meu lugar
Mas resolvi desesquecer
Me permiti me celebrar

Eu já corri o mundo inteiro
Eu tenho pé de cantador

Quando à noite aqui cheguei
Ainda fizeram esperar
Meia-noite comecei
Fazer menção de recitar
Desaprendi a obedecer
Agora tem que me escutar:

Eu já corri o mundo inteiro
Eu tenho pé de cantador

Me dispensaram de viver
Já demitiram meu pensar
Se o que disser verdade for
Que não me faz contrariar
Não é vaidade dum cantor
Dá o lado – a vida vai passar

domingo, fevereiro 21

Os infiltrados ZH e a vida dos outros

Acabo de assistir uma reportagem na Globo News sobre um museu construído para expor os arquivos, prisões, métodos de tortura e espionagem da Stasi - polícia política da Alemanha Oriental. Tem um filme maravilhoso chamado "A Vida dos Outros", que trata sobre este mesmo assunto.

Há algumas semanas fiquei surpreso com uma série de reportagens da ZH intitulada "Os Infiltrados" sobre a atuação dos espiões durante a ditadura militar brasileira, numa tentativa de humanizar espiões e colaboradores do regime militar. A reportagem ocorreu durante toda uma semana. Uma campanha clara contra o Plano Nacional de Direitos Humanos, que prevê a instituição da "Comissão da Verdade", para tratar dos crimes cometidos pelo regime militar. Os ministros militares (Nelson Jobim e turma) fizeram uma celeuma, ameaçaram renunciar, chamaram de "revanchismo" a iniciativa. A série de reportagens da ZH faz coro a estas manifestações.

Na reportagem aparecem nomes como Dilma Roussef, Carlos Araújo, entre outros. O que mais me tocou foi a referência a Olívio Dutra - que foi preso após assembléia dos bancários após denúncia de um pseudo-companheiro que participava das agitações. Um policial disfarçado que participava da direção do Sindicato dos Bancários - importantíssimo na mobilização de trabalhadores contra a ditadura militar e pela democratização. A reportagem é extremamente simpática aos espiões, os "infiltrados", policiais militares cabeludos, barbudos, inseridos entre militantes e estudantes. A ironia é que, na ocasião, mesmo Olívio Dutra sendo preso a greve prosseguiu vitoriosa. Isto foi em 1979 - ano em que eu nasci. Ano da Anistia. A reportagem poderia ter, ao invés de "infiltrados", o nome de "capitães do mato", já que os algozes dos negros eram em geral negros também. Muitos oprimidos da ditadura foram espiões do regime.

Temos muito o que aprender com os alemães. Ninguém os chama de revanchistas. Sabem que direitos humanos são sagrados e que a espionagem política é um atraso.