DOUTORADO

sexta-feira, janeiro 30

LANCHERIA DO PARQUE

Acabei de tomar um suco na lanchera.

Confesso que fiquei constrangido - positivamente constrangido:

Dois reais um liquidificador cheio de suco de melancia que me rendeu quatro copos. E o suco estava especialmente bom, geladíssimo, equilibrado, saboroso.

Entendi o que o Cazuza queria dizer com "segredos de liqüidificador..."

Bem, vamos trabalhar

Taí a dica.

Pra quem não é de Porto Alegre, lancheria é lanchonete.

segunda-feira, janeiro 5

TEXTO DE LUÍS AUGUSTO FISCHER SOBRE O PALAVREIO

23 de dezembro de 2008 | N° 15828

LUÍS AUGUSTO FISCHER

  • Palavra, som, canção

    No princípio dos tempos, quer dizer, um século atrás, a canção era apenas uma forma de participar da conversa pública dizendo com melodia as coisas que era possível ou cabível dizer: cantar o amor, cantar o desamor (tão importante quanto), falar mal dos outros, tirar sarro de alguém, insinuar o que não cabia dizer com todas as letras. Tudo isso cabia na canção, nesse começo, que de certa forma pode ser ainda mais remoto, digamos que lá pelo mundo medieval: cantigas de amor, cantigas de amigo, cantigas de malidizer.

    Mas é certo que cem anos atrás essa brincadeira tomou forma mais nítida, e começou a atrair outros compositores, mais afinados com uma novidade de arromba: a gravação. Aliada com o teatro de variedades e canção já estava; agora, ela ganhava o estatuto de produto de mercado. Produto cultural, com toda a ambigüidade que a junção deste substantivo com este adjetivo implica: é coisa que se vende, e portanto o sucesso está na proporção direta da facilidade massificadora, e é coisa que raia pelo sublime, e portanto pode sobreviver ao tempo, como qualquer arte.

    O tempo passa e essa mistura de palavra e som desenvolve uma trajetória de excelência em nosso país (e não só nele). A canção deixa a vida para entrar na história, incluindo a história universitária. E aí aparecem novos cancionistas, agora autoconscientes. Quando começou este passo? Nos anos 60, com os festivais, na invenção da MPB.

    Dessa tradição provém Palavreio, CD de Leandro Maia, lançado faz pouco. Compositor deste nosso tempo, ele sabe que está lidando com uma forma com história intensa, densa; sabe e promove em seu disco uma repassada por vários gêneros e estilos, sempre aliando invenção musical com invenção poética. Por isso, o CD tem um encarte que é um pequeno livro, que não se limita a trazer as letras cantadas; também por isso o CD, que se deixa ouvir como se fosse mero pano de fundo musical, proporciona outra escuta, atenta, focada, como se exige de um livro ou de um concerto; por isso, enfim, é um CD precioso, que dá e comenta música e poesia, a canção.

Palavreio entre os 10 melhores discos brasileiros de 2008!!

quinta-feira, outubro 2

SHOW DE LANÇAMENTO DO CD


Há exatos dez anos atrás Leandro Maia estreava profissionalmente nos palcos como cantor e violonista do premiado quinteto de música popular "Café Acústico" ganhador de dois Açorianos de melhor grupo de MPB e vencedor do II Festival de Música de Porto Alegre. De lá pra cá "pôs o pé na profissão": formou-se em Música (UFRGS), especializou-se em Práxis da Criação Textual (Unirriter) e mestrou-se em Literatura Brasileira (UFRGS).

Agora apresenta ao público "Palavreio": um tratado autoral em três partes sobre canção brasileira: Palavra de Papel (poemas), Palavra Dita (poemas recitados) e Canção, onde realiza o percurso da palavra falada à "palavra cantada à moda brasileira". O CD-livro - ou CD de cabeceira - é financiado pelo Fumproarte (Prefeitura Municipal de Porto Alegre), com produção executiva de Cláudia Braga (Casa Elétrica Espaço de Cultura), produção musical de Pedrinho Figueiredo e ilustrações de Jorge Herrmann. O disco conta com participação especial de Hique Gomez e traz a sonoridade de mais 25 músicos do primeiro time do cenário local.

Dialogando com poetas, escritores e compositores como Luís de Camões, João Simões Lopes Neto, Manuel Bandeira, Mário Quintana, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Noel Rosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vitor Ramil, entre outros, Leandro Maia depura o conceito de antropofagia e tropicalismo, misturando formas eruditas e populares. Em suas canções aparecem citações de Villa-Lobos, Lennon e Mcartney, Richard Wagner, J.S. Bach, Kurt Cobain, além de literatura de cordel, hai cai e poesia concreta. Esta pluralidade de manifestações culturais - que ocorre de forma orgânica e bem articulada - condiz com o próprio fenômeno da canção brasileira: híbrida e bela, mestiça e única, sofisticada e simples.

A banda é formada por Leandro Maia (voz e violão), Pedrinho Figueiredo (Flauta, Sax e direção musical), Michel Dorfman (piano e teclado), Miguel Tejera (Baixo), Mimo Aires (percussão) e Luke Faro (Bateria). Participação de Marcelo Delacroix, Vanessa Longoni, Marcelo Corsetti, Andréa Cavalheiro e Jorge Herrmann. Cenário e figurino de Sandra Denise Possani, Rudinei Morales e Chico de Los Santos.

Dia 17 de outubro às 20h – Teatro do Sesc, Av. Alberto Bins 665.

Entrada Franca

Serviço:

Show de Lançamento do CD Palavreio de Leandro Maia

17/10/2008 – 20h

Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665, Centro, fone 51 3284 2000).

Entrada Franca – Única Apresentação.

LANÇAMENTO DO PALAVREIO - 17 DE OUTUBRO

terça-feira, setembro 2

domingo, agosto 31

CAFÉ DEZ ANOS

Olha que bacana,

O Alexandre - chacarerablues.blogspot.com - fez um revival do Café, com texto bem bacana, lembrando os dez anos de nascimento do Café Acústico.

Pra não ficar devendo e somar com as anotações do Alexandre, publico umas matérias sobre o grupo que eu tenho guardadas no coração.

Abraço

IMPORTANTE: DÁ PRA BAIXAR AS GRAVAÇÕES DO CAFÉ - DE GRÁTIS!!!

domingo, junho 1

Personalidades do FLADEM - Foro Latinoamericano de Educación Musical

VIOLETA GAINZA - A GRANDE MESTRA ARGENTINA

CARLOS CARRILLO E CARMEN MENDEZ ( COSTA RICA) - PRESIDENTA DO FLADEM

COM A GRANDE MARISA FONTERRADA


A MARAVILHOSA TECA BRITO



O GRANDE CARLOS VEGA (MÉXICO) - CANTAUTOR, DIRETOR DO CENTRO CULTURAL JUAN ACERETO, EM MÉRIDA





A PORTA DASALA DE AULA NO FLADEM



ASSEMBLÉIA GERAL DO FLADEM - MESA DIRETORA













domingo, abril 20

PENÉLOPE BLOOM - ZERO HORA 19/04/2008

Pessoal, quero convidá-los a assisitir e ouvir o espetáculo.Abraço Leandro
Odisséia femininaDiretor costarriquenho encena na Capital o último capítulo do 'Ulisses', de JoyceLer o romance Ulisses é uma verdadeira odisséia. Não é só um jogo de palavras: James Joyce (1882 - 1941) escreveu um dos romances mais importantes do século 20 variando sintaxes, idiomas e pontos de vista de acordo com o que o fluxo de consciência e emoção exigiam. Imagine encenar Ulisses ou uma parte dele que seja? O diretor costarriquenho Gerardo Bejarano topou a empreitada, que está em cartaz no Depósito de Teatro até 28 de abril.Para ser exato, a peça Penélope Bloom encena apenas o último capítulo de Ulisses, um longo monólogo da personagem Molly Bloom, que se estende por oito frases, nenhuma vírgula e um único ponto. Bejarano assume a multiplicidade proposta por Joyce e coloca em cena duas atrizes - a brasileira Maria Falkembach e a costarriquenha Vicky Montero. Elas dividem a cena por todos os 75 minutos de Penélope Bloom, repartindo falas em português e espanhol. Seus estilos de interpretação são diferentes e complementares - Maria privilegiando o corpo, Vicky se detendo na construção mais tradicional de uma personagem.- Tudo para alimentar o cubo - resume Bejarano, que se divide entre seu país e o Brasil há quase 20 anos. - Os conflitos inevitáveis de estilo que ocorrem em cena são usados para multiplicar os sentidos de Penélope Bloom.O espetáculo, inclusive a trilha sonora do gaúcho Leandro Maia, foram criados um pouco no Brasil, um pouco na Costa Rica. Como Joyce pregava, valeu especialmente a intuição. Vicky explica como descobriu sua linha de interpretação:- Estava em um ônibus na Costa Rica, e uma mulher falou por mais de 90 minutos sem pausa. Vibrei: ali estava a minha Molly.Maria, que conheceu Bejarano enquanto fazia mestrado na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em 2005, aponta ainda mais um fator de multiplicação. Segundo ela, o monólogo de uma mulher, vivida por duas mulheres dirigidas por um homem, tem tudo a ver (e ouvir) com a obra de Joyce:- As contradições de Molly estão em cena até de maneira física.Bejarano insiste na fidelidade a Joyce:- Ele enxergava o extraordinário na conduta humana mais simples. Penélope Bloom é assim, um olhar extraordinário. fotos da Penélope no site do Kiran: http://picasaweb.google.com.br/kiranfoto/Penelope Penélope BloomDe quinta a segunda, às 20h. Duração: 75 minutos.Depósito de Teatro (Câncio Gomes, 218, fone 51 3061-5251). Lotação: 70 lugares.A peça: Gerardo Bejarano dirige uma adaptação do último capítulo do romance Ulisses, escrito por James Joyce.Ingressos: R$ 15 e R$ 10 (Clube do Assinante, estudantes, maiores de 60 anos e classe artística). À venda somente na bilheteria do teatro.Preste atenção - A trilha composta por Leandro Maia usa piano, fagotes e percussão para interferir na peça.

quinta-feira, março 27

Encontro do FLADEM - 1º a 5 de maio - Foro Latinoamericano de Educación Musical

Olha só que bacana: entre final de abril e início de maio estarei representando o Brasil no Encontro do Fladem. Minha proposta "Poética de la canción brasileña" foi aceita e constará na programação como um dos cursos oferecidos aos professores de música de toda América-Latina. O Evento ocorrerá em Mérida, México, entre os dias 1º e cinco de maio. Minha ida será bancada pelo Ministério da Cultura, através do edital de difusão cultural e intercâmbio. Vamos tratar, neste curso, sobre a utilização da canção como linguagem, explorando suas potencialidade na sala de aula.