sexta-feira, janeiro 30
LANCHERIA DO PARQUE
Confesso que fiquei constrangido - positivamente constrangido:
Dois reais um liquidificador cheio de suco de melancia que me rendeu quatro copos. E o suco estava especialmente bom, geladíssimo, equilibrado, saboroso.
Entendi o que o Cazuza queria dizer com "segredos de liqüidificador..."
Bem, vamos trabalhar
Taí a dica.
Pra quem não é de Porto Alegre, lancheria é lanchonete.
segunda-feira, janeiro 5
TEXTO DE LUÍS AUGUSTO FISCHER SOBRE O PALAVREIO
LUÍS AUGUSTO FISCHER
Palavra, som, canção
No princípio dos tempos, quer dizer, um século atrás, a canção era apenas uma forma de participar da conversa pública dizendo com melodia as coisas que era possível ou cabível dizer: cantar o amor, cantar o desamor (tão importante quanto), falar mal dos outros, tirar sarro de alguém, insinuar o que não cabia dizer com todas as letras. Tudo isso cabia na canção, nesse começo, que de certa forma pode ser ainda mais remoto, digamos que lá pelo mundo medieval: cantigas de amor, cantigas de amigo, cantigas de malidizer.
Mas é certo que cem anos atrás essa brincadeira tomou forma mais nítida, e começou a atrair outros compositores, mais afinados com uma novidade de arromba: a gravação. Aliada com o teatro de variedades e canção já estava; agora, ela ganhava o estatuto de produto de mercado. Produto cultural, com toda a ambigüidade que a junção deste substantivo com este adjetivo implica: é coisa que se vende, e portanto o sucesso está na proporção direta da facilidade massificadora, e é coisa que raia pelo sublime, e portanto pode sobreviver ao tempo, como qualquer arte.
O tempo passa e essa mistura de palavra e som desenvolve uma trajetória de excelência em nosso país (e não só nele). A canção deixa a vida para entrar na história, incluindo a história universitária. E aí aparecem novos cancionistas, agora autoconscientes. Quando começou este passo? Nos anos 60, com os festivais, na invenção da MPB.
Dessa tradição provém Palavreio, CD de Leandro Maia, lançado faz pouco. Compositor deste nosso tempo, ele sabe que está lidando com uma forma com história intensa, densa; sabe e promove em seu disco uma repassada por vários gêneros e estilos, sempre aliando invenção musical com invenção poética. Por isso, o CD tem um encarte que é um pequeno livro, que não se limita a trazer as letras cantadas; também por isso o CD, que se deixa ouvir como se fosse mero pano de fundo musical, proporciona outra escuta, atenta, focada, como se exige de um livro ou de um concerto; por isso, enfim, é um CD precioso, que dá e comenta música e poesia, a canção.
domingo, novembro 30
quinta-feira, outubro 2
SHOW DE LANÇAMENTO DO CD

Há exatos dez anos atrás Leandro Maia estreava profissionalmente nos palcos como cantor e violonista do premiado quinteto de música popular "Café Acústico" ganhador de dois Açorianos de melhor grupo de MPB e vencedor do II Festival de Música de Porto Alegre. De lá pra cá "pôs o pé na profissão": formou-se em Música (UFRGS), especializou-se em Práxis da Criação Textual (Unirriter) e mestrou-se
Agora apresenta ao público "Palavreio": um tratado autoral em três partes sobre canção brasileira: Palavra de Papel (poemas), Palavra Dita (poemas recitados) e Canção, onde realiza o percurso da palavra falada à "palavra cantada à moda brasileira". O CD-livro - ou CD de cabeceira - é financiado pelo Fumproarte (Prefeitura Municipal de Porto Alegre), com produção executiva de Cláudia Braga (Casa Elétrica Espaço de Cultura), produção musical de Pedrinho Figueiredo e ilustrações de Jorge Herrmann. O disco conta com participação especial de Hique Gomez e traz a sonoridade de mais 25 músicos do primeiro time do cenário local.
Dialogando com poetas, escritores e compositores como Luís de Camões, João Simões Lopes Neto, Manuel Bandeira, Mário Quintana, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Noel Rosa, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vitor Ramil, entre outros, Leandro Maia depura o conceito de antropofagia e tropicalismo, misturando formas eruditas e populares. Em suas canções aparecem citações de Villa-Lobos, Lennon e Mcartney, Richard Wagner, J.S. Bach, Kurt Cobain, além de literatura de cordel, hai cai e poesia concreta. Esta pluralidade de manifestações culturais - que ocorre de forma orgânica e bem articulada - condiz com o próprio fenômeno da canção brasileira: híbrida e bela, mestiça e única, sofisticada e simples.
A banda é formada por Leandro Maia (voz e violão), Pedrinho Figueiredo (Flauta, Sax e direção musical), Michel Dorfman (piano e teclado), Miguel Tejera (Baixo), Mimo Aires (percussão) e Luke Faro (Bateria). Participação de Marcelo Delacroix, Vanessa Longoni, Marcelo Corsetti, Andréa Cavalheiro e Jorge Herrmann. Cenário e figurino de Sandra Denise Possani, Rudinei Morales e Chico de Los Santos.
Dia 17 de outubro às 20h – Teatro do Sesc, Av. Alberto Bins 665.
Entrada Franca
Serviço:
Show de Lançamento do CD Palavreio de Leandro Maia
17/10/2008 – 20h
Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665, Centro, fone 51 3284 2000).
Entrada Franca – Única Apresentação.
terça-feira, setembro 2
PRA BAIXAR O DISCO DO CAFÉ
Pessoal, não deixem de conferir o histórico do grupo e o blog do companheiro Aleandre em chacarerablues.blogspot.com
http://rapidshare.com/files/140147428/Caf__Ac_stico__1998_-_2002_.zip.html
Aproveitem.
Abraço
domingo, agosto 31
CAFÉ DEZ ANOS
O Alexandre - chacarerablues.blogspot.com - fez um revival do Café, com texto bem bacana, lembrando os dez anos de nascimento do Café Acústico.
Pra não ficar devendo e somar com as anotações do Alexandre, publico umas matérias sobre o grupo que eu tenho guardadas no coração.
Abraço
IMPORTANTE: DÁ PRA BAIXAR AS GRAVAÇÕES DO CAFÉ - DE GRÁTIS!!!












